Virologia
Bk
FIG. 2 Ressonância magnética mostrando desmielinização clássica da leucoencefalopatia multifocal progressiva (LEMP). (A fotografia é uma cortesia do Department of Radiology, Tygerberg Hospital, Cidade do Cabo.)
Não existe um tratamento específico disponível para a LEMP. Outras doenças raras associadas ao vírus JC incluem a neuropatia de
células granulares do vírus JC, encefalopatia do vírus JC e meningite causada pelo vírus JC.
BK
O poliomavírus BK também pertence à família Polyomaviridae de vírus de DNA. Ele tem sido reconhecido como uma causa importante de perda de enxerto em pacientes com transplante de rins. A transmissão ocorre na infância, provavelmente por via respiratória ou oral. Imagina-se que a prevalência em doadores de sangue saudáveis seja de 82%. Depois que ocorre a infecção, o vírus fica latente no córtex e medula renal e nas células uroteliais e bexiga. A nefropatia associada ao vírus BK (BKVAN) afeta 1% a 10% dos pacientes com transplante renal, sendo primariamente devido à reativação e multiplicação do vírus nas células uroteliais. A maioria das reativações ocorre no primeiro ano após o transplante. A manifestação clínica mais comum é o aumento da creatinina; entretanto, pode ocorrer estenose ureteral e cistite hemorrágica se o vírus se reativar no ureter e bexiga, respectivamente. Pacientes com transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) podem desenvolver cistite hemorrágica devido ao vírus BK. Demonstrou-se que a viremia por BK é um fator de previsão independente de insuficiência renal após o TCTH.