Virologia

Stephen N.J. Korsman · Capítulo 115 de 211

Páginas do PDF

Virologia

Tratamento da raiva

Tabela 2

Diagnóstico virológico

 

Tratamento da raiva

A taxa de mortalidade da raiva é de aproximadamente 100% quando não é administrada a profilaxia. O tratamento é paliativo e inclui sedação e analgesia.

 

Prevenção/profilaxia

Diversas vacinas inativadas contra a raiva estão disponíveis, sendo registradas para a profilaxia antes e após a exposição. As vacinas produzidas em cultura celular estão licenciadas para aplicação intramuscular assim como a administração intradérmica.

A profilaxia antes da exposição está indicada nos residentes ou viajantes

para áreas endêmicas e em exposição ocupacional de grande risco, por exemplo, trabalhadores de laboratório envolvidos na pesquisa da raiva ou desenvolvimento de vacinas, veterinários e cuidadores de animais ou biólogos. A profilaxia antes da exposição simplifica a profilaxia pós-exposição (PPE), eliminando a necessidade da imunoglobulina antirrábica (HRIG) e diminuindo o número de doses de vacina.

Reporte-se à Tabela 3 e Fig. 3 para as indicações e o tempo da profilaxia

antirrábica.

Tabela 3

Categorias de risco para a administração da profilaxia pós-exposição

 

FIG. 3 O momento de se aplicar o cronograma da profilaxia da raiva.

A aplicação do dobro da primeira dose da vacina antirrábica na PPE está

indicada em pacientes imunodeprimidos e idosos com insuficiência cardíaca congestiva, quando houver uma demora de mais de 48 horas após a exposição e quando o paciente está tomando determinados fármacos, por exemplo, cloroquina, AINE (anti-inflamatórios não esteroidais) e corticosteroides. A administração da vacina e da imunoglobulina antirrábica é considerada segura durante a gravidez, não devendo ser negadas, quando indicadas.

OceanofPDF.com