Virologia
Tratamento da raiva
Tabela 2
Diagnóstico virológico
Tratamento da raiva
A taxa de mortalidade da raiva é de aproximadamente 100% quando não é administrada a profilaxia. O tratamento é paliativo e inclui sedação e analgesia.
Prevenção/profilaxia
Diversas vacinas inativadas contra a raiva estão disponíveis, sendo registradas para a profilaxia antes e após a exposição. As vacinas produzidas em cultura celular estão licenciadas para aplicação intramuscular assim como a administração intradérmica.
A profilaxia antes da exposição está indicada nos residentes ou viajantes
para áreas endêmicas e em exposição ocupacional de grande risco, por exemplo, trabalhadores de laboratório envolvidos na pesquisa da raiva ou desenvolvimento de vacinas, veterinários e cuidadores de animais ou biólogos. A profilaxia antes da exposição simplifica a profilaxia pós-exposição (PPE), eliminando a necessidade da imunoglobulina antirrábica (HRIG) e diminuindo o número de doses de vacina.
Reporte-se à Tabela 3 e Fig. 3 para as indicações e o tempo da profilaxia
antirrábica.
Tabela 3
Categorias de risco para a administração da profilaxia pós-exposição
FIG. 3 O momento de se aplicar o cronograma da profilaxia da raiva.
A aplicação do dobro da primeira dose da vacina antirrábica na PPE está
indicada em pacientes imunodeprimidos e idosos com insuficiência cardíaca congestiva, quando houver uma demora de mais de 48 horas após a exposição e quando o paciente está tomando determinados fármacos, por exemplo, cloroquina, AINE (anti-inflamatórios não esteroidais) e corticosteroides. A administração da vacina e da imunoglobulina antirrábica é considerada segura durante a gravidez, não devendo ser negadas, quando indicadas.
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