Virologia

Stephen N.J. Korsman · Capítulo 51 de 211

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Virologia

Capítulo 19: Imunoterapia e imunoprofilaxia – imunidade passiva e ativa

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Imunoterapia e imunoprofilaxia –

imunidade passiva e ativa

 

Introdução

O sistema imune humano fornece proteção contra antígenos estranhos, muitos dos quais estão sob a forma de agentes infecciosos, como as bactérias, vírus, parasitas e fungos. Entretanto, até que o corpo seja exposto a um microrganismo, ele deve confiar nas respostas imunológicas naturais para sua proteção. Uma vez exposto a um microrganismo, o sistema imune adquirido é capaz de formar uma resposta imune específica e formar células de memória capazes de responder mais rapidamente a exposições futuras ao microrganismo.

No entanto, o momento nem sempre é conveniente – para proteção, o

indivíduo deve ter uma reposta imunológica pronta antes da exposição, pois a exposição a um organismo pode resultar em doença. Expondo-se um indivíduo a uma forma inofensiva do antígeno de um microrganismo, pode-se desencadear uma resposta imune semelhante sem o risco de desenvolver a doença resultante de uma infecção verdadeira. É isso que ocorre durante uma imunização ativa ou vacinação – as vacinas são formas não patogênicas do organismo ou seus antígenos. O resultado é, idealmente, uma combinação de respostas imunológicas celular e humoral que mimetiza as que ocorrem em uma infecção natural. O objetivo é produzir uma imunidade esterilizante (proteção contra infecção neutralizando o organismo antes que se dissemine pelo corpo) ou imunidade protetora (proteção contra a doença detendo a infecção antes do desenvolvimento da patologia ou dos sintomas).

A imunidade específica também pode ser transferida para um indivíduo

sem que esse indivíduo desenvolva uma resposta de memória adquirida. Isso ocorre naturalmente quando anticorpos são transferidos pela placenta, da mãe para o filho e, na prática clínica, pode ocorrer artificialmente, injetando-se os anticorpos em um indivíduo. A transferência passiva da imunidade celular não é praticada rotineiramente; entretanto, células T HLA-compatíveis, incluindo as células T de indivíduos que foram estimulados in vitro, foram transfundidas aos pacientes para fornecer uma resposta imune contra microrganismos ou tumores.