Virologia

Stephen N.J. Korsman · Capítulo 93 de 211

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Virologia

Patogênese

Período de incubação: 6 a 24 semanas (média de 12 a 14).

A doença hepática é causada por uma combinação de efeitos citopáticos

virais e a resposta imune.

A hepatite aguda se segue à infecção inicial, sendo caracterizada por

uma taxa elevada de replicação viral. O dano às células hepáticas resulta em níveis elevados de enzimas hepáticas no sangue e a obstrução dos pequenos tubos hepáticos devido à inflamação leva ao desenvolvimento de icterícia. Nos casos graves, a função hepática pode estar tão comprometida que a coagulação encontra-se alterada ou o paciente desenvolve encefalopatia hepática. Isso é chamado de hepatite aguda fulminante.

Entre 1% e 4% dos adultos, cerca de 70 a 80 dos lactentes e crianças e

90% dos recém-nascidos não se livrarão do vírus após a infecção aguda, desenvolvendo infecção crônica. A infecção crônica por HBV é definida como uma infecção que dura mais de 6 meses. Ela inclui um espectro que vai do portador crônico assintomático à hepatite crônica ativa com rápida progressão para cirrose.

 

Quadro clínico

A infecção aguda por HBV pode ser assintomática, causar doença aguda febril sem icterícia ou se apresentar como hepatite aguda ictérica. Essa é caracterizada pela perda de apetite, náusea, cansaço e febre. A icterícia aparece mais tarde no curso da doença. A presença de vômitos em excesso é um péssimo sinal prognóstico. A bioquímica do sangue mostra transaminases elevadas (frequentemente acima de 1.000 UI) e elevação mista das bilirrubinas conjugada e não conjugada. Nos casos mais graves, a coagulação sanguínea está alterada, de acordo com o tempo de sangramento. Isso pode ser acompanhado de encefalopatia hepática, que se caracteriza pela amônia plasmática elevada.