Virologia

Stephen N.J. Korsman · Capítulo 80 de 211

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Virologia

Diagnóstico virológico

A LEMP pode ser diagnosticada pela detecção do ácido nucleico do vírus JC no LCR. Pode-se fazer o exame histológico e coloração para o antígeno JC em biópsias de lesões cerebrais suspeitas usando-se as reações de imunofluorescência ou de imunoperoxidase. O vírus JC pode ser cultivado em células da glia fetais primárias, mas isso não é considerado prático na maioria dos laboratórios de diagnóstico viral.

A urina (Decoy cells) pode ser examinada pela microscopia eletrônica

para determinar a presença de inclusões intranucleares de BK. A microscopia eletrônica possibilta a diferenciação do vírus BK do citomegalovírus (CMV), outro vírus comumente visto na urina de pacientes imunodeprimidos. O vírus BK pode ser isolado em células Vero ou células de rim embrionário humano (HEK). A presença do vírus BK também pode ser estabelecida utilizando técnicas moleculares.

As técnicas sorológicas disponíveis para os poliomavírus incluem as

reações de inibição da hemaglutinação, neutralização e fixação do complemento e ensaios imunoenzimáticos. Pode-se realizar a síntese intratecal de anticorpos e a detecção de bandas oligoclonais no LCR.

 

Tratamento

Pode-se tratar a LEMP com análogos dos nucleosídeos, por exemplo, ARA-A, ARA-C. O pronto início de TARVAT (HAART) pode proporcionar benefícios adicionais a pacientes com HIV/SIDA. O cidofovir pode ser combinado à TARVAT (HAART) para reduzir a replicação viral. Agentes imunomoduladores, por exemplo, o IFN alfa, IL-2 e heparan sulfato serão alternativas potenciais de tratamento no futuro.

Doenças associadas ao vírus BK podem ser tratadas reduzindo-se o nível

de imunossupressão em pacientes transplantados. Também podemos considerar o uso de cidofovir, vidarabina e prostaglandina E2 no tratamento.