Virologia

Stephen N.J. Korsman · Capítulo 52 de 211

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Virologia

Usos clínicos para as vacinas

Profilaxia pré-exposição – vacinas aplicadas antes da exposição podem prevenir a infecção ou doença quando a pessoa é exposta ao vírus selvagem.

Profilaxia pós-exposição – após a exposição, a vacinação pode estimular

uma resposta mais rápida, fornecendo proteção. Para exemplos mais detalhados, reporte-se à seção sobre hepatite B e raiva, assim como à seção sobre profilaxia pós-exposição.

Tratamento – vacinas virais terapêuticas ainda são experimentais, mas os

cientistas estão interessados nos efeitos potenciais na progressão do HIV.

 

Imunização passiva

A imunidade passiva é transferida da mãe para o filho pela placenta, fornecendo imunidade pelos primeiros meses de vida. Pela mesma razão, testar a presença de IgG nos lactentes pode apenas indicar a presença de IgG materna e não uma imunidade adquirida do lactente. A resposta a determinadas vacinas pode não ser ótima devido à presença desses anticorpos.

Historicamente, os primeiros anticorpos a serem usados clinicamente

foram contra o tétano e a difteria em 1890. Durante a Segunda Guerra Mundial, o fracionamento de proteínas plasmáticas foi usado para separar os anticorpos e, finalmente, anticorpos específicos para um organismo puderam ser separados do resto. Inicialmente, as infecções virais eram tratadas com anticorpos. Os anticorpos atualmente – imunoglobulina humana normal (imunoglobulina total) ou globulina hiperimune (específica para um organismo)–ainda representam uma parte importante da profilaxia contra determinadas infecções virais, como a hepatite A, hepatite B, raiva, sarampo, varicela e vírus sincicial respiratório (VSR). Na era moderna dos anticorpos monoclonais sintetizados em laboratório, pode-se prevenir o VSR com o palivizumabe, um anticorpo recombinante humanizado, e anticorpos monoclonais contra outros vírus, como o foravirumab e rafivirumab, para a raiva, estão sendo desenvolvidos. Demonstrou-se, também, que a imunidade passiva tem algum efeito na prevenção da mortalidade de casos do Ebola.