Virologia
Diagnóstico das infecções virais do trato respiratório
Diagnóstico das infecções virais do trato
respiratório
Deve-se fazer o diagnóstico em amostras colhidas nas primeiras 48 horas da infecção, quando a carga viral no trato respiratório é alta. Para as infecções do trato respiratório inferior, lavado brônquico, lavado bronquioalveolar e aspirados traqueais são os melhores espécimes, apesar de, algumas vezes, podermos isolar o vírus de amostras do trato respiratório superior, como swabs nasais ou de garganta ou aspirado nasofaríngeo. Devem-se mandar as amostras para o laboratório o quanto antes em meio de transporte de vírus e armazenado a 4o C para preservar o vírus infeccioso.
Sorologia: é raramente usada a não ser que seja para controle
epidemiológico.
Isolamento: testes rápidos em amostras respiratórias estão disponíveis
para alguns vírus, e o teste para o RSV e a influenza sendo os mais utilizados.
Reação de imunofluorescência indireta: nas células em amostras
respiratórias também pode fornecer um diagnóstico rápido.
Cultura celular: é um meio importante de diagnóstico usando, por
exemplo, células Vero e HeLa, que suportam a multiplicação da maioria dos vírus respiratórios. Muitos vírus respiratórios multiplicam-se melhor a 33o C e não a 37o C, pois corresponde melhor à temperatura do trato respiratório.
Molecular: a reação em cadeia da polimerase (PCR) é usada
frequentemente para o metapneumovírus, bocavírus e os coronavírus, mas pode ser usada para todos os vírus respiratórios. Geralmente só está disponível em determinados laboratórios.
Tratamento Para a maioria dos vírus respiratórios, o tratamento é de suporte – alívio dos sintomas, com oxigenação e ventilação, quando necessário. Existe tratamento específico para a influenza e o CMV.