Virologia

Stephen N.J. Korsman · Capítulo 170 de 211

Páginas do PDF

Virologia

Diagnóstico das infecções virais do trato respiratório

Diagnóstico das infecções virais do trato

respiratório

Deve-se fazer o diagnóstico em amostras colhidas nas primeiras 48 horas da infecção, quando a carga viral no trato respiratório é alta. Para as infecções do trato respiratório inferior, lavado brônquico, lavado bronquioalveolar e aspirados traqueais são os melhores espécimes, apesar de, algumas vezes, podermos isolar o vírus de amostras do trato respiratório superior, como swabs nasais ou de garganta ou aspirado nasofaríngeo. Devem-se mandar as amostras para o laboratório o quanto antes em meio de transporte de vírus e armazenado a 4o C para preservar o vírus infeccioso.

Sorologia: é raramente usada a não ser que seja para controle

epidemiológico.

Isolamento: testes rápidos em amostras respiratórias estão disponíveis

para alguns vírus, e o teste para o RSV e a influenza sendo os mais utilizados.

Reação de imunofluorescência indireta: nas células em amostras

respiratórias também pode fornecer um diagnóstico rápido.

Cultura celular: é um meio importante de diagnóstico usando, por

exemplo, células Vero e HeLa, que suportam a multiplicação da maioria dos vírus respiratórios. Muitos vírus respiratórios multiplicam-se melhor a 33o C e não a 37o C, pois corresponde melhor à temperatura do trato respiratório.

Molecular: a reação em cadeia da polimerase (PCR) é usada

frequentemente para o metapneumovírus, bocavírus e os coronavírus, mas pode ser usada para todos os vírus respiratórios. Geralmente só está disponível em determinados laboratórios.

 

Tratamento Para a maioria dos vírus respiratórios, o tratamento é de suporte – alívio dos sintomas, com oxigenação e ventilação, quando necessário. Existe tratamento específico para a influenza e o CMV.