Virologia
Detecção dos antígenos virais
Os métodos para detectar os antígenos virais permitem a identificação rápida de uma ampla variedade de vírus. Esses métodos usam reações entre os vírus e anticorpos marcados.
Imunofluorescência
A imunofluorescência (IF) é um método utilizado frequentemente para detectar antígenos virais. Ela pode ser usada diretamente nas amostras, por exemplo, aspirado nasofaríngeo, em culturas de células ou biópsias. A vantagem dessa técnica é a facilidade e a rapidez de sua realização e os resultados estão disponíveis após um curto período. Entretanto, ela requer um técnico habilidoso e um microscópio de fluorescência. A aplicação em grande escala é difícil e as reações inespecíficas podem dificultar a
interpretação dos resultados. A Figura 3c mostra o CMV detectado pela IF.
Existem dois tipos de ensaios de IF; conforme se vê na Figura 4.
FIG. 4 Diagramas indicando (A) imunofluorescência direta e (B) imunofluorescência indireta.
Tabela 2
Culturas de células usadas frequentemente com exemplos de vírus nelas cultivados
Tipo de cultura
Exemplo de cultura celular Exemplo de vírus
celular
Primária Rim de macaco Influenza
Parainfluenza
Enterovírus
Secundária Fibroblasto Citomegalovírus
Vírus da varicela-zoster
Adenovírus
Contínua HEp-2 Vírus sincicial
respiratório
Vírus do herpes simples
Células de rim de cão Madin-Darby Influenza
(MDCK)
Pontos principais
A cultura de vírus é um método “abrangente”, apesar de, atualmente,
ser menos utilizada na rotina dos laboratórios de virologia.
A microscopia eletrônica permite a visualização direta dos vírus, mas
requer títulos virais elevados para que sejam detectados.
A imunofluorescência é útil na detecção tanto do antígeno quanto do
anticorpo.
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