Virologia

Stephen N.J. Korsman · Capítulo 36 de 211

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Virologia

Detecção dos antígenos virais

Os métodos para detectar os antígenos virais permitem a identificação rápida de uma ampla variedade de vírus. Esses métodos usam reações entre os vírus e anticorpos marcados.

 

Imunofluorescência

A imunofluorescência (IF) é um método utilizado frequentemente para detectar antígenos virais. Ela pode ser usada diretamente nas amostras, por exemplo, aspirado nasofaríngeo, em culturas de células ou biópsias. A vantagem dessa técnica é a facilidade e a rapidez de sua realização e os resultados estão disponíveis após um curto período. Entretanto, ela requer um técnico habilidoso e um microscópio de fluorescência. A aplicação em grande escala é difícil e as reações inespecíficas podem dificultar a

interpretação dos resultados. A Figura 3c mostra o CMV detectado pela IF.

Existem dois tipos de ensaios de IF; conforme se vê na Figura 4.

FIG. 4 Diagramas indicando (A) imunofluorescência direta e (B) imunofluorescência indireta.

 

Tabela 2

Culturas de células usadas frequentemente com exemplos de vírus nelas cultivados

 

Tipo de cultura

Exemplo de cultura celular Exemplo de vírus

celular

Primária Rim de macaco Influenza

Parainfluenza

Enterovírus

Secundária Fibroblasto Citomegalovírus

Vírus da varicela-zoster

Adenovírus

Contínua HEp-2 Vírus sincicial

respiratório

Vírus do herpes simples

Células de rim de cão Madin-Darby Influenza

(MDCK)

 

Pontos principais

 A cultura de vírus é um método “abrangente”, apesar de, atualmente,

ser menos utilizada na rotina dos laboratórios de virologia.

 A microscopia eletrônica permite a visualização direta dos vírus, mas

requer títulos virais elevados para que sejam detectados.

 A imunofluorescência é útil na detecção tanto do antígeno quanto do

anticorpo.

 

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