Virologia
Diagnóstico laboratorial
FIG. 3 Replicação dos adenovírus.
Diagnóstico laboratorial
Fezes, coleta de material da orofaringe, aspirados nasofaríngeos, material da conjuntiva, urina, LCR, sangue e material de biópsia podem ser submetidos ao laboratório para o diagnóstico da infecção pelo adenovírus. Os adenovírus podem ser detectados nas secreções respiratórias até 1 semana após o início dos sintomas, nos espécimes da conjuntiva até 2 semanas após o início da infecção ocular e na urina e fezes até 12 meses após a infecção respiratória ou gastrintestinal.
Tabela 2
Epidemiologia
Pare e pense
Pesquisas de terapia gênica, pesquisa de vacinas e tratamento do câncer
estão sendo realizadas no momento utilizando os adenovírus como vetores.
Vetores adenovirais estão sendo investigados por seu papel no
tratamento da fibrose cística (gene CFTR), distrofia muscular (distrofina), no tratamento do câncer, por meio da alteração da expressão do p53, e em vacinas contra HIV e raiva.
Pode-se tentar fazer o diagnóstico usando-se métodos diretos e indiretos.
Métodos diretos
Isolamento/cultura
As células de rins de embriões humanos (HEK), HEp-2, HeLa e A549
são indicadas para o isolamento dos adenovírus. Pode-se confirmar o CPE dos adenovírus usando-se a IFI, EIA ou RIA.
Os adenovírus 40/41 são fastidiosos e se multiplicam apenas em um
número limitado de linhagens celulares.
Detecção direta das partículas virais, antígenos ou genomas
A microscopia eletrônica de espécimes fecais é útil no diagnóstico da
gastrenterite pelo adenovírus 40/41, mas não está rotineiramente disponível. Um ensaio imunoenzimático de membrana (well-type EIA) está disponível e sendo usado para a detecção dos antígenos do adenovírus 40/41 nas fezes. O genoma viral pode ser detectado por meio de técnicas moleculares, incluindo técnicas de hibridização e PCR.
Métodos indiretos
Sorologia – os ensaios sorológicos podem dar resultados falso-negativos
em pacientes imunocomprometidos e só têm valor no diagnóstico retrospectivo de infecções. Apenas 20 a 25% dos indivíduos apresentam respostas de IgM específica.
FIG. 4 Adenovírus – quadro clínico.
Prevenção
Não existe vacina disponível. Medidas ótimas de controle de infecção e a cloração adequada das piscinas podem prevenir as infecções.
Tratamento
Os agentes disponíveis para o tratamento das infecções por adenovírus incluem a ribavarina, cidofovir, ganciclovir e vidarabina. A imunoterapia, por exemplo, infusão de linfócitos de doador e a administração in vitro de células T citotóxicas, pode ser considerada em cenários específicos.
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