Virologia

Stephen N.J. Korsman · Capítulo 151 de 211

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Virologia

Patogênese

Tabela 1

Classificação e etiologia das doenças de príons humanas

 

Patogênese

A evidência de que as EETs são causadas por um agente que consiste apenas em proteína e não de ácido nucleico foi obtida de experimentos que mostraram que eles são resistentes a procedimentos que inativariam o ácido nucleico, mas são suscetíveis ao tratamento de longo prazo com protease; camundongos nocauteados (knockout) para o gene PrP não são suscetíveis à doença de príons.

A doença de príons surge quando a proteína do príon com dobra anormal,

a PrPSc, que geralmente não é solúvel e é resistente à protease, se acumula no cérebro dos indivíduos afetados. Nos seres humanos, o gene PrP encontra-se no cromossomo 20. A PrPc se expressa nos neurônios, podendo participar da ligação do cobre. Quarenta por cento da PrPc nativa consiste em uma hélice α e apenas 3% de uma folha β; ela tem uma meia-vida de 5 horas, sendo rapidamente destruída pelas proteases, enquanto a PrPSc consiste em 43% de folha β e apenas 30% de hélice α; ela é resistente à protease, nas células. A formação da PrPSc é a primeira etapa, sendo o evento crítico que precede o acúmulo da proteína do príon. A PrPSc pode ter origem endógena, por meio de mutação somática esporádica do gene PrP, ou alteração conformacional espontânea da PrPc normal. Quando um indivíduo tem uma mutação no gene PrP na linhagem germinativa, a PrPc é instável, convertendo-se mais facilmente em PrPSc. Portanto, o início da doença familiar ocorre em pessoas mais jovens do que a doença esporádica. Uma vez formada, a PrPSc interage com a PrPc, catalisando a conversão desta em PrPSc. Isso resulta em uma reação em cadeia que pode ser chamada