Virologia

Stephen N.J. Korsman · Capítulo 58 de 211

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Virologia

Hiv

FIG. 2 Deve-se ser cuidadoso ao colher sangue para evitar exposição perigosa. (A fotografia é uma cortesia do CDC/Jim Gathany.)

 

HIV

Deve-se iniciar a profilaxia contra o HIV imediatamente após a exposição – preferencialmente em uma hora, mas se houver uma demora, até mesmo de alguns dias, não significa que a profilaxia não deva ser administrada. Deve-se determinar se a fonte da exposição está infectada pelo HIV, mas se isso não for possível, deve-se presumir que houve exposição ao HIV. O teste pode, algumas vezes, atrasar o início da profilaxia – é melhor tomar a primeira dose dos fármacos antirretrovirais assim que for possível e reavaliar a necessidade após os testes terem terminados. Se a pessoa exposta for positiva para o HIV, não se deve administrar a profilaxia pós-exposição, pois será inútil, podendo limitar opções futuras de tratamento.

O fundamento da profilaxia é semelhante à terapia antirretroviral

altamente ativa (TARVAT) ou highly active antiretroviral terapy (HAART). Geralmente são usados dois inibidores da transcriptase reversa análogos dos nucleosídeos (INTRs) com a adição de outro fármaco, geralmente um inibidor da protease (PI), pelo menos nos casos de exposição de alto risco.

A exposição de alto risco inclui:

 Lesão percutânea profunda com instrumento cortante Instrumento pérfuro-cortante visivelmente contaminado com sangue Agulha oca de veia/artéria

 Infecção avançada por HIV

 Carga viral > 100.000 c/ml

 Respingo em grande volume

 Lactentes (geralmente com carga viral elevada).