Virologia
Infecção latente e reativação
FIG. 3 Infecção primária seguida de infecção crônica com períodos de reativação e progressão da doença.
Infecção latente e reativação
A infecção crônica (Fig. 4) é caracterizada por apresentar algum nível de replicação gênica durante as fases em que o vírus não está ativo. Exemplos disso incluiriam o vírus da rubéola, nos casos de infecção congênita, em que os níveis de replicação são altos, e o HIV, em que os níveis do vírus aumentam com o passar do tempo.
FIG. 4 Infecção primária seguida de infecção latente com um período de reativação.
A infecção latente é caracterizada pela ausência de replicação nos
períodos inativos. Por exemplo, o vírus da varicela apresenta latência
verdadeira, podendo ser reativado como zoster (Fig. 5). Outros vírus que passam por períodos de latência verdadeira incluem os vírus da hepatite B e JC. Os vírus que passam por períodos de latência verdadeira também podem apresentar um nível baixo de multiplicação, como ocorre nos casos de infecção crônica pelo vírus da hepatite B.
FIG. 5 O vírus da varicela-zoster reativa-se como zoster. (A fotografia é uma cortesia do Dr. H. F. Jordaan, University of Stellenbosch.)
A progressão da doença é semelhante à descrita para as infecções virais
crônicas – podem ocorrer períodos de multiplicação ativa com o retorno dos sintomas. Quando ocorre tal reativação, os níveis de IgM podem ser detectados novamente.
O vírus JC é um exemplo de uma infecção viral latente que causa doença
quando é reativada em um hospedeiro imunocomprometido, causando leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP), e também a varicela, que causa o zoster quando é reativada.
A infecção crônica pelo vírus da hepatite B é um exemplo de uma
infecção viral crônica que causa doença quando é reativada.
1Os anticorpos gerados contra um sorotipo tentam neutralizar um novo sorotipo, mas não são bem-sucedidos. Geram-se assim imunocomplexos que são fagocitados pelos monócitos contribuindo para o aumento da taxa de infecção. Esses imunocomplexos também ativam o sistema complemento e a produção de toxinas que podem levar à dengue hemorrágica e ao choque.
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