Virologia
Capítulo 26: Poxvírus
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Poxvírus
Varíola
Epidemiologia
Em 1979, foi confirmada a erradicação da varíola; o último caso de
ocorrência natural foi visto em 1977, e o último caso laboratorial relatado ocorreu em 1978. Até então essa era uma doença de distribuição mundial, mas apenas nos seres humanos.
Patogênese
A infecção ocorria por via respiratória, tornando-se sistêmica conforme o vírus se disseminava para os órgãos internos no período de incubação e depois seguia para a pele.
FIG. 1 Estrutura dos poxvírus.
FIG. 2 Vírus do molusco contagioso. (A fotografia é uma cortesia do CDC/Hazelton PR, Gelderblom HR, Emerging Infectious Diseases Journal.)
Quadro clínico
Febre com dor de cabeça, dor nas costas, vômitos e sintomas constitucionais apareciam após um período de incubação de 10 a 14 dias. Depois de mais 1 a 2 dias surgia um exantema, mais grave nas extremidades do que no tronco. Ele se desenvolvia de um exantema macular para
vesículas do 4º ao 5º dia, pústulas, no 7º dia (Fig. 3), e crostas no 14º dia.
Eram observadas lesões nas mãos, o que as diferenciava da varicela (Fig.
4). Noventa por cento dos casos desenvolviam a varíola normal, com mortalidade variando de <10% a 75%, dependendo da extensão do exantema e da estirpe do vírus, enquanto 5% desenvolviam uma forma modificada, menos grave. Cinco por cento desenvolviam a varíola major, com lesões focais de desenvolvimento lento e mortalidade elevada (∼ 50%). A varíola hemorrágica era rara, mas geralmente fatal, com sangramento na pele e mucosas.
FIG. 3 Lesões de varíola; Fig. 1 Capítulo 56. (A fotografia é uma cortesia do CDC/Cheryl Tyron.)
FIG. 4 Diferença na distribuição das lesões da varíola e varicela. (Modificado do diagrama original, uma cortesia do CDC.)
Tabela 1
Classificação