Virologia

Stephen N.J. Korsman · Capítulo 120 de 211

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Virologia

Apresentação clínica

O vírus de Lassa também pode se disseminar por contato direto entre

seres humanos. A transmissão se dá pelo contato com secreções corporais, sangue e tecido ou excreções. A transmissão pelo equipamento médico contaminado, por exemplo, agulhas reutilizadas, é bem conhecida.

Pare e pense

 Quais são os procedimentos de controle de infecção que devem ser

considerados ao cuidar de um paciente com suspeita de infecção por arenavírus?

 

Apresentação clínica

Em áreas endêmicas, a febre de Lassa é leve ou subclínica em 80% dos casos, enquanto em 20% dos casos ela causa uma doença grave envolvendo vários sistemas. O período de incubação da febre de Lassa é de 1 a 3 semanas após o qual paciente pode apresentar febre, dor no peito, dor de garganta, tosse, dor abdominal, vômito, diarreia, conjuntivite, edema facial e sangramento de mucosas. Esses sintomas não são específicos, podendo retardar o diagnóstico. A surdez é a complicação a longo prazo mais comum. As taxas de mortalidade são particularmente elevadas nas mulheres grávidas, especialmente no terceiro trimestre, e 95% dos fetos morrem in utero.

 

Diagnóstico

Pode-se detectar o vírus no sangue até 14 dias após o início dos sintomas. Ele pode ser isolado em células Vero por laboratórios dedicados, detectando-o por imunofluorescência. Mais frequentemente, detecta-se o antígeno do vírus de Lassa por ELISA. Essa técnica é robusta e confiável. A reação da transcriptase reversa seguida da reação em cadeia pela polimerase (RT-PCR) é outro exame sensível usado para detectar o vírus. A sorologia pode ser realizada por ELISA ou imunofluorescência.