Virologia
Capítulo 44: Togavírus
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Togavírus
Tabela 1
Classificação
Tabela 2
Estrutura e replicação
Rubivirus – Rubéola
Epidemiologia
A rubéola tem uma distribuição mundial e os seres humanos são os
únicos hospedeiros. As crianças em idade escolar e adultos jovens são os mais afetados e a infecção é de importância em mulheres grávidas. Ocorrem epidemias ocasionais, mas não é a regra, apesar de a incidência local aumentar a cada 3 a 4 anos. Devido à vacinação, a rubéola é rara nos países desenvolvidos.
Patogênese
Infecção pós-natal
A rubéola se dissemina por meio de gotículas do trato respiratório. A
multiplicação primária ocorre nas células epiteliais do trato respiratório; a seguir, o vírus se dissemina para os linfonodos pelo sangue. A multiplicação secundária ocorre e o vírus se dissemina para a pele, trato respiratório e outros órgãos pelo sangue. A disseminação para as articulações pode causar artrite que, imagina-se, ser também parcialmente resultante da formação de complexos imunes e pode ser influenciada por fatores hormonais, pois as mulheres após a puberdade são as mais afetadas. A encefalite pós-infecciosa causada pela rubéola (1 em 5.000 a 10.000 casos) pode ocorrer 1 semana após o início do exantema e acredita-se que seja mediada pelo sistema imune, semelhante à síndrome de Guillain-Barré e trombocitopenia, que são raras na rubéola.
Pare e pense
Quais são as outras infecções virais que são problemáticas durante a
gravidez?
Como você diferenciaria os diferentes exantemas infantis?
Infecção intrauterina
O vírus não causa morte celular ou efeito citopático, mas inibe o crescimento e a divisão celular por meio de um fator antimitótico viral. Se a infecção ocorrer no período da formação dos órgãos, o feto pode desenvolver malformações graves dos órgãos. O vírus é eliminado por um período prolongado após o nascimento, especialmente nas infecções depois do primeiro trimestre.
Quadro clínico
Infecção pós-natal
O período de incubação é de 14 a 20 dias e 25% a 50% das infecções são
subclínicas ou leves o suficiente para evitar o diagnóstico. Os sintomas
(Fig. 4) começam com mal-estar e febre, seguidos de linfadenopatia, especialmente retroauricular. No terceiro dia da doença, aparece um
exantema maculopapular (Fig. 3) simultaneamente no rosto, tronco e membros. Cerca de 3 dias depois, o exantema desaparece e o paciente desenvolve linfadenopatia generalizada, geralmente se recuperando nos próximos 1 a 2 dias. O paciente é infeccioso no período de 7 dias antes do desenvolvimento do exantema até 7 dias depois.
FIG. 3 O exantema da rubéola. (A fotografia é uma cortesia do CDC.)
FIG. 4 O tempo e a duração dos sintomas e sinais da rubéola no contexto da viremia e da produção de anticorpos.
A complicação mais comum é a artrite, especialmente em mulheres
depois da puberdade, geralmente nas mãos e, algumas vezes, em outras articulações. Raramente dura mais de 1 mês, geralmente durando apenas alguns dias.
Infecção congênita
Os aspectos mais importantes da infecção congênita são os defeitos do sistema nervoso central (microcefalia, retardo psicomotor e desordens de comportamento), sistema cardiovascular (defeitos no septo, transposição
dos grandes vasos), surdez, cegueira e catarata congênita (Fig. 5). Para maiores detalhes, veja o capítulo sobre infecções congênitas.
FIG. 5 Catarata na rubéola congênita. (A fotografia é uma cortesia do CDC.)
Diagnóstico virológico
Sorologia:
Testando a imunidade – IgG
Infecção aguda/pregressa – IgM
Se a IgM e IgG forem positivas, um teste de avidez pode determinar se a
infecção é primária ou uma reinfecção – importante para diagnosticar a rubéola na gravidez se não houver uma amostra prévia disponível para comparação. A IgM geralmente é detectada alguns dias depois do início do exantema enquanto a IgG aparece 1 semana depois.
Isolamento: o vírus da rubéola pode ser isolado em células usando-se
amostras do trato respiratório e urina, assim como o líquido amniótico. Nas infecções congênitas, deve-se fazer o isolamento o quanto antes após o nascimento para evitar detectar uma infecção neonatal precoce.
O vírus da rubéola não causa efeitos citopáticos, mas inibe a
multiplicação de outros vírus, como o Echovírus 11, que pode ser usado para indicar a presença ou ausência de infecção das células pelo vírus da rubéola.
Molecular: a reação em cadeia da polimerase (PCR) é ideal para ser
usada no líquido amniótico e sangue, se for colhido no tempo correto (entre 7 e 14 dias após a infecção).
Tratamento específico Não existe tratamento específico para a rubéola. Após a infecção por uma estirpe de vírus da rubéola que não aquela presente em vacinas, pode-se considerar a interrupção da gestação, ou a administração endovenosa de anticorpos antirrubéola para aquelas gestantes que optarem por não interromper a gestação.