Virologia

Stephen N.J. Korsman · Capítulo 135 de 211

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Virologia

Capítulo 42: Coronavírus humanos

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Coronavírus humanos

 

Tabela 1

Classificação

Tabela 2

Estrutura e replicação

FIG. 2 Ciclo de replicação dos coronavírus.

 

História

A doença causada pelos coronavírus foi inicialmente descrita em 1931 com isolamento do primeiro coronavírus (HCoV-229E) de humanos em 1965. Até a epidemia da síndrome respiratória aguda grave no final de 2002, apenas dois coronavírus humanos (HCoV) eram conhecidos – o HCoV-229E e o HCoV-OC43. Uma vez identificado o coronavírus causador da SARS (SARS-CoV), identificaram-se mais dois coronavírus humanos. Existem três grupos de coronavírus: grupo 1 (HCoV-229E e HCoV-NL63), grupo 2 (HCoV-OC43 e HCoV-HKU1) e grupo 3 (ainda não existem coronavírus humanos). O SARS-CoV não pertence a nenhum dos grupos, apesar de algumas pessoas o colocarem no grupo 2.

 

Coronavírus dos grupos 1 e 2

Epidemiologia

Todos os quatro coronavírus foram relatados em todo o mundo. A

maioria dos estudos focou nas crianças, nas quais a doença é mais significativa, apesar de também infectarem os adultos. As infecções ocorrem durante todo o ano, apesar de serem mais frequentes no inverno e primavera, com grandes epidemias a cada 2 a 4 anos.

 

Patogênese

Os vírus entram pelo trato respiratório, se multiplicando nas células epiteliais do trato respiratório superior. Ocorre a disseminação para o trato respiratório inferior.

O vírus é excretado pelo trato respiratório durante a fase de infecção

aguda, mas continua a ser eliminado por algum tempo pelo trato gastrintestinal depois da recuperação.

 

Quadro clínico

Os coronavírus representam uma causa importante de resfriado comum – 2% a 10%, a segunda causa depois dos rinovírus. Nos adultos, a doença geralmente é limitada aos sintomas do resfriado comum com rinite, dor de garganta e, algumas vezes, tosse. Nos pacientes asmáticos e naqueles com bronquite crônica e outras doenças pulmonares crônicas, pode haver piora da doença de base.

Nos lactentes, a infecção pode ser mais grave, causando

laringotraqueobronquite (coqueluche), bronquite e pneumonia.

 

Diagnóstico

Devido à natureza leve e passageira da doença, o diagnóstico é raramente necessário, sendo geralmente limitado ao diagnóstico no período de recuperação ou de infecções passadas em estudos epidemiológicos. Poucos laboratórios fazem o teste para os coronavírus e menos ainda oferecem esse teste para o diagnóstico. Nos casos de infecção mais grave em lactentes, primeiro são excluídas diversas causas tratáveis. No futuro, exames diagnósticos mais raros estarão disponíveis, como:

Sorologia: de pouca utilidade clínica; usada para estudos

epidemiológicos.

Isolamento: cultura celular, por exemplo, células Vero.