Virologia
Quadro clínico
Encefalite e mielite pelos flavivírus
Os vírus podem chegar ao SNC por disseminação neuronal direta ou pela corrente sanguínea (disseminação hematogênica). A disseminação hematogênica é a mais importante nos casos de infecção do SNC pelos arbovírus. A disseminação neurogênica pelo trato olfativo possivelmente desempenha um papel importante na infecção pelo vírus da encefalite de St. Louis (SLE). Os vírus primeiro se multiplicam no local da inoculação (pele) e depois se disseminam pelo sangue, levando à viremia primária. Depois seguem para o sistema reticuloendotelial (SRE) onde ocorre mais amplificação. A viremia secundária se segue, infectando o endotélio capilar dos vasos corticais. Então, eles invadem o SNC com a infecção dos neurônios. A patologia do SNC é caracterizada pela infiltração linfóide perivascular que pode, em casos prolongados, ser seguida de astrocitose e gliose. Uma resposta de IgM específica está associada à eliminação do vírus do SNC e a recuperação clínica. Imagina-se, também, que a resposta imune celular desempenhe um papel importante, pois se relatou que pacientes transplantados desenvolvem encefalite do WN grave.
Quadro clínico
Febre amarela
A FA tem um período de incubação de 3 a 6 dias. É uma doença bifásica,
com a primeira parte composta de sintomas não específicos: cefaleia, febre, mal-estar, náusea e dor muscular (especialmente dor nas costas). A maioria dos pacientes se recupera depois da primeira fase, mas na FA grave é seguida de uma breve recuperação e, então, há o retorno da febre, vômitos, dor abdominal, tendência ao sangramento, icterícia e insuficiência renal. As investigações bioquímicas mostram elevação da bilirrubina e transaminases. Quando ocorre a segunda fase da doença, a taxa de mortalidade é elevada.