Poesia de Álvaro de Campos

Fernando Pessoa · Capítulo 112 de 291

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Poesia de Álvaro de Campos

Estou Cansado da Inteligência.

Pensar faz mal às emoções.

Uma grande reação aparece.

Chora-se de repente, e todas as tias mortas fazem chá de novo Na casa antiga da quinta velha.

Para, meu coração!

Sossega, minha esperança ctícia!

Quem me dera nunca ter sido senão o menino que fui… Meu sono bom porque tinha simplesmente sono e não ideias que esquecer! Meu horizonte de quintal e praia!

Meu m antes do princípio!

Estou cansado da inteligência.

Se ao menos com ela se apercebesse qualquer coisa! Mas só percebo um cansaço no fundo, como baixam na taça Aquelas coisas que o vinho tem e amodorram o vinho.