Poesia de Álvaro de Campos

Fernando Pessoa · Capítulo 7 de 291

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Poesia de Álvaro de Campos

A Estrada Inteiramente Insubjetiva

A ESTRADA INTEIRAMENTE

INSUBJETIVA

A estrada inteiramente insubjetiva

Branca, branca, sem pensamento algum

A FERNANDO PESSOA

DEPOIS DE LER O SEU DRAMA ESTÁTICO «O

MARINHEIRO» EM «ORPHEU I»

Depois de doze minutos

Do seu drama O Marinheiro,

Em que os mais ágeis e astutos

Se sentem com sono e brutos,

E de sentido nem cheiro,

Diz uma das veladoras

Com langorosa magia

De eterno e belo há apenas o sonho. Por que estamos nós falando ainda? Ora isso mesmo é que eu ia

Perguntar a essas senhoras...