Poesia de Álvaro de Campos

Fernando Pessoa · Capítulo 288 de 291

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Poesia de Álvaro de Campos

Ver as Coisas Até ao Fundo...

E se as coisas não tiverem fundo?

Ah, que bela a superfície!

Talvez a superfície seja a essência

E o mais que a superfície seja o mais que tudo

E o mais que tudo não é nada.

Ó face do mundo, só tu, de todas as faces,

És a própria alma que re etes