Poesia de Álvaro de Campos
Ah Estranha Vida a de Bordo! Cada Novo Dia
AH ESTRANHA VIDA A DE BORDO!
CADA NOVO DIA
Ah, estranha vida a de bordo! Cada novo dia
Raia mais novo e mais outro que cada dia na terra. Ruído dos guindastes! Carga em transbordo! Energia Das coisas □
□ melodia
Para a minha alma que ante o Real o perde e o erra... No mar, no navegar, — ruído de hélice eterno! — O tempo é outro tempo, o espaço é de outra largura E cada costa que surge é um dia que raia e é terno De oco o olhar que abrange a imensidão e nada possui, E o respirar do ar
□ espaço deixado em branco pelo autor