Poesia de Álvaro de Campos

Fernando Pessoa · Capítulo 119 de 291

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Poesia de Álvaro de Campos

Faróis Distantes

De luz subitamente tão acesa,

De noite e ausência tão rapidamente volvida,

Na noite, no convés, que consequências a itas!

Mágoa última dos despedidos,

Ficção de pensar...

Faróis distantes...

Incerteza da vida...

Voltou crescendo a luz acesa avançadamente,

No acaso do olhar perdido...

Faróis distantes...

A vida de nada serve...

Pensar na vida de nada serve...

Pensar de pensar na vida de nada serve...

Vamos para longe e a luz que vem grande vem menos grande, Faróis distantes...

30/4/1926