Poesia de Álvaro de Campos

Fernando Pessoa · Capítulo 47 de 291

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Poesia de Álvaro de Campos

Ah que Extraordinário

Nos grandes momentos do sossego da tristeza,

Como quando alguém morre, e estamos em casa dele e todos estão quietos, O rodar de um carro na rua, ou o canto de um galo nos quintais… Que longe da vida!

É outro mundo.

Viramo-nos para a janela, e o sol brilha lá fora — Vasto sossego plácido da natureza sem interrupções!