Poesia de Álvaro de Campos
Sim É Claro
O Universo é negro, sobretudo de noite.
Mas eu sou como toda a gente,
Não tenha eu dores de dentes nem calos e as outras dores passam. Com as outras dores fazem-se versos.
Com as que doem, grita-se.
A constituição íntima da poesia
Ajuda muito…
(Como analgésico serve para as dores da alma, que são fracas…) Deixem-me dormir.