Poesia de Álvaro de Campos

Fernando Pessoa · Capítulo 264 de 291

Páginas do PDF

Poesia de Álvaro de Campos

Sim É Claro

O Universo é negro, sobretudo de noite.

Mas eu sou como toda a gente,

Não tenha eu dores de dentes nem calos e as outras dores passam. Com as outras dores fazem-se versos.

Com as que doem, grita-se.

A constituição íntima da poesia

Ajuda muito…

(Como analgésico serve para as dores da alma, que são fracas…) Deixem-me dormir.