Poesia de Álvaro de Campos

Fernando Pessoa · Capítulo 236 de 291

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Poesia de Álvaro de Campos

Que Lindos Olhos de Azul Inocente os do Pequenito do Agiota!

QUE LINDOS OLHOS DE AZUL

INOCENTE OS DO PEQUENITO DO

AGIOTA!

Que lindos olhos de azul inocente os do pequenito do agiota! Santo Deus, que entroncamento esta vida!

Tive sempre, feliz ou infelizmente, a sensibilidade humanizada, E toda a morte me doeu sempre pessoalmente,

Sim, não só pelo mistério de car inexpressivo o orgânico, Como o sol doura as casas dos réprobos!

Poderei odiá-los sem desfazer no sol?

A nal que coisa a pensar com o sentimento distraído Por causa dos olhos de criança de uma criança…