Poesia de Álvaro de Campos

Fernando Pessoa · Capítulo 147 de 291

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Poesia de Álvaro de Campos

Meu Cérebro Fotográfico

Meu cérebro fotográ co...

Vaga náusea física... o cies no longe cheira-me a aqui perto... Que tristeza a de partir! What time did the captain say an order to leave? de partir e deixar atrás de nós

Não só as pedras da cidade, e as casas e a cidade vista de longe Mas oh, [...] just ever and ever on that village on the other side up at river, it's just perfect in this [...]

Também as memórias antigas, as carícias maternas hoje na sepultura, Tudo isso parece que cou aqui, deixado aqui, e nós indo sem levar isso tudo... Non, Monsieur, c'est de l'autre bord... Ó Chico, não te chegues para fora

([...] oh!) podes cair!

Que lume na lenha da velha lareira provinciana — o senhor dá-me licença?... passa uma farda de guarda scal pelo meu ombro

— e dos contos que me contavam nas noites de inverno

u-uf-u-u-u-u... o apito do vapor...

Et vous aussi, Mark — Sim senhor, para o Rio de Janeiro Tenho lá... yes, all the time... Ó pobre pequenino rio da minha terra! O ruído da água — shl, shl, shlbrtsher, shlbrtsher, e o meu velho primo, perdido para sempre

Quase que me esqueço de me poder lembrar dele came into the smoking room... God [...] Lisboa? Oh, yes, but not (entram para dentro alguns dias [...] através da minha sensação deles no meu cérebro que não tem olhos para os ver) u-u-u-u-u-u-u

u u-u

u-u-u-u-u-u

u-u-u-u-u-u-u-u-u

u-u-u-u-u-u-u

u-u-u-u-u-u u

u-u-u

u-u-u

u-u

u- f-(uu u )

f.f.

( f)

1916?