Poesia de Álvaro de Campos
o
Quem sou eu, a nal, por que te saúdo?
Quem com nome e língua e sem voz?
A labuta prostituta do caldeamento de […] Nos altos-fornos de mim!
o
Minha oração-cavalgada!
Minha saudação-arranco!
Quem como tu sentiu a vida individual de tudo?
Quem como tu esgotou sentir-se – a vida — sentir-nos? Quem como tu tem sempre o sobresselente por próprio E transborda por norma da norma — forma da Vida? […]
a minha alegria é uma raiva,
o meu arranco um choque
(Pá!)
em mim…
Saúdo-te em ti ó Mestre da minha doença de saúde o primeiro doente perfeito da universalite que tenho o caso-nome do «mal de Whitman» que há dentro de mim! St. Walt dos Delírios Ruidosos e a Raiva!
p
Abram todas as portas!
Partam os vidros das janelas!
Omitam fechos na vida de fechar!
Omitam a vida de fechar da vida de fechar!
Que fechar seja estar aberto sem fechos que lembrem, Que parar seja o nome alvar de prosseguir,
Que o m seja sempre uma coisa abstrata e ligada Fluida a todas as horas de passar por ele!
Eu quero respirar!
Dispam-me o peso do meu corpo!
Troquem a alma por asas abstratas, ligadas a nada!