Poesia de Álvaro de Campos

Fernando Pessoa · Capítulo 31 de 291

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Poesia de Álvaro de Campos

A Vida É para os Inconscientes (Ó Lydia Celimène Daisy)

A VIDA É PARA OS INCONSCIENTES (Ó

LYDIA CELIMÈNE DAISY)

A vida é para os inconscientes (Ó Lydia, Celimène, Daisy) E o consciente é para os mortos — o consciente sem a Vida... Fumo o cigarro que cheira bem à mágoa dos outros, E sou ridículo para eles porque os observo e me observam. Mas não me importo.

Desdobro-me em Caeiro e em técnico,

— — Técnico de máquinas, técnico de gente, técnico da moda E do que descubro em meu torno não sou responsável nem em verso. O estandarte roto, cosido a seda, dos impérios de Maple — Metam-no na gaveta das coisas póstumas e basta...