Poesia de Álvaro de Campos

Fernando Pessoa · Capítulo 20 de 291

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Poesia de Álvaro de Campos

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Até o eterno em alegre Agora,

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Grande libertador.

Que quebraste as algemas de todas as mortes — as do corpo e as da alma, A morte, a doença, a tristeza

A arre, a ciência, a loso a,

Cirande libertador

Que arrasaste os muros da cadeia velha

E zeste ruir os andaimes da cadeia nova.

Que abriste de par em par as janelas todas

Das salas todas de todas as casas

E o vento real limpou do fumo e do sono

As salas dadas aos prazeres das salas,

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Agora que estou quase na morte e vejo tudo já claro, Grande Libertador, volto submisso a ti.

Sem dúvida teve um m a minha personalidade.

Sem dúvida porque se exprimiu, quis dizer qualquer coisa Mas hoje, olhando pra trás, só uma ânsia me ca — Não ter tido a tua calma superior a ti-próprio,

A tua libertação constelada de Noite In nita.

Não tive talvez, missão alguma na terra,

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Desfraldando ao conjunto ctício dos céus estrelados O esplendor do sentido nenhum da vida...

Toquem num arraial a marcha fúnebre minha!

Quero cessar sem consequências...

Quero ir para a morte como para uma festa ao crepúsculo, □ espaço deixado em branco pelo autor