Poesia de Álvaro de Campos
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Até o eterno em alegre Agora,
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Grande libertador.
Que quebraste as algemas de todas as mortes — as do corpo e as da alma, A morte, a doença, a tristeza
A arre, a ciência, a loso a,
Cirande libertador
Que arrasaste os muros da cadeia velha
E zeste ruir os andaimes da cadeia nova.
Que abriste de par em par as janelas todas
Das salas todas de todas as casas
E o vento real limpou do fumo e do sono
As salas dadas aos prazeres das salas,
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Agora que estou quase na morte e vejo tudo já claro, Grande Libertador, volto submisso a ti.
Sem dúvida teve um m a minha personalidade.
Sem dúvida porque se exprimiu, quis dizer qualquer coisa Mas hoje, olhando pra trás, só uma ânsia me ca — Não ter tido a tua calma superior a ti-próprio,
A tua libertação constelada de Noite In nita.
Não tive talvez, missão alguma na terra,
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Desfraldando ao conjunto ctício dos céus estrelados O esplendor do sentido nenhum da vida...
Toquem num arraial a marcha fúnebre minha!
Quero cessar sem consequências...
Quero ir para a morte como para uma festa ao crepúsculo, □ espaço deixado em branco pelo autor