Poesia de Álvaro de Campos

Fernando Pessoa · Capítulo 28 de 291

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Poesia de Álvaro de Campos

A Plácida Face Anónima de um Morto

A PLÁCIDA FACE ANÓNIMA DE UM

MORTO

A plácida face anónima de um morto.

Assim os antigos marinheiros portugueses,

Que temeram, seguindo contudo, o mar grande do Fim. Viram, a nal, não monstros nem grandes abismos, Mas praias maravilhosas e estrelas por ver ainda.

O que é que os taipais do mundo escondem nas montras de Deus?