Poesia de Álvaro de Campos

Fernando Pessoa · Capítulo 63 de 291

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Poesia de Álvaro de Campos

Através do Ruído do Café Cheio de Gente

ATRAVÉS DO RUÍDO DO CAFÉ CHEIO

DE GENTE

Através do ruído do café cheio de gente

Chega-me a brisa que passa pelo convés

Nas longas viagens, no alto mar, no verão

Perto dos trópicos (no amontoado noturno do navio — Sacudido regularmente pela hélice palpitante — Vejo passar os uniformes brancos dos o ciais de bordo). E essa brisa traz um ruído de mar-alto, pluromar

E a nossa civilização não pertence à minha reminiscência.