Poesia de Álvaro de Campos
Através do Ruído do Café Cheio de Gente
ATRAVÉS DO RUÍDO DO CAFÉ CHEIO
DE GENTE
Através do ruído do café cheio de gente
Chega-me a brisa que passa pelo convés
Nas longas viagens, no alto mar, no verão
Perto dos trópicos (no amontoado noturno do navio — Sacudido regularmente pela hélice palpitante — Vejo passar os uniformes brancos dos o ciais de bordo). E essa brisa traz um ruído de mar-alto, pluromar
E a nossa civilização não pertence à minha reminiscência.