Poesia de Álvaro de Campos

Fernando Pessoa · Capítulo 266 de 291

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Poesia de Álvaro de Campos

Sim Não Tenho Razão...

Deixa-me distrair-me do argumento mental,

Não tenho razão, está bem, é uma razão como outra qualquer… Se nem creio? não sei.

Creio que sim. Mas repito.

O amor deve ser constante?

Sim, deve ser constante,

Só no amor, é claro.

Digo ainda outra vez…

Que embrulhada a gente arranja na vida!

Sim, está bem, amanhã trago o dinheiro.

Ó grande sol, tu não sabes nada disto,

Alegria que se não pode tar no azul sereno intangível.