Poesia de Álvaro de Campos

Fernando Pessoa · Capítulo 44 de 291

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Poesia de Álvaro de Campos

Ah Onde Estou Onde Passo ou Onde Não Estou Nem Passo

AH ONDE ESTOU ONDE PASSO OU

ONDE NÃO ESTOU NEM PASSO

Ah, onde estou onde passo, ou onde não estou nem passo, A banalidade devorante das caras de toda a gente! Ah, a angústia insuportável de gente! 

O cansaço inconvertível de ver e ouvir! 

(Murmúrio outrora de regatos próprios, de arvoredo meu.) Queria vomitar o que vi, só da náusea de o ter visto, Estômago da alma alvorotado de eu ser...