O Último Homem Bom

A. J. Kazinski · Capítulo 97 de 137

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O Último Homem Bom

Capítulo 81

Subsolo, Hospital Nacional – Copenhague

Um a gota de sangue caiu no chão. Pingara do nariz de Niels. O dr. Max Rothstein estudou Niels enquanto ele abria as algem as.

– Os policiais com etem erros, da m esm a form a que os m édicos – disse Niels num a tentativa de evitar todas as perguntas e acusações iradas de Maria Deleuran e de seu am ante secreto, Max Rothstein.

– Você errou, sem dúvida.

– Sinto m uito.

Maria j á estava vestida. O m édico lhe dirigiu um olhar de dúvida e então se voltou para Niels.

– Vai haver um relatório registrando o incidente?

Niels lhe dirigiu um olhar atônito, im aginando que resposta o hom em preferia ouvir.

– Relatório?

O m édico lim pou a garganta.

– Escute: eu tenho fam ília. Você com eteu um erro. E eu não acho que tenha de sofrer porque você precisa escrever um relatório sobre o que aconteceu aqui.

– Não, claro que não. Não vou escrever nada.

Rothstein tentou cruzar o olhar com o de Maria, m as aquela atitude protetora em relação à sua “fam ília” a havia esfriado. Hannah estava se perguntando se Maria não passara no teste ou se ela devia ser considerada um a “pessoa boa” apesar de estar tendo um caso com o m arido de outra m ulher. Rothstein se voltou para Hannah.

– E quem é você?

– Hannah Lund.

– Mulher do Gustav.

– Sim . – Ela se surpreendeu com o acerto dele.

– Nós m oram os j untos no dorm itório de Regensen quando éram os estudantes.

– Ah, entendi.

Rothstein esfregou os pulsos, que estavam verm elhos e inchados.

– Posso dar um a olhada no seu nariz?

Ele se aproxim ou de Niels e exam inou-lhe o nariz. Cuidadosam ente inclinou para trás a cabeça de Niels para olhar dentro das narinas. O equilíbrio de poder entre os dois havia m udado. Talvez fosse exatam ente isso que Rothstein tinha em m ente: readquirir um pouco da sua dignidade.

Maria fez um a bolinha com um pouco de algodão e a entregou a Rothstein. Ele a enfiou num a das narinas de Niels e disse:

– Tudo bem . Acho que com isso ficam os quites.

Rothstein deixou o quarto, m eneando a cabeça para Hannah ao passar por ela. Talvez esse fosse o m odo de reconhecê-la com o um a igual, j á que am bos eram acadêm icos. Enquanto a enferm eira e o policial pertenciam a outro m undo.

Saguão de entrada, Hospital Nacional – Copenhague

Niels insistiu em se sentar e esperar um pouco. Talvez alguém tivesse m orrido de repente no hospital no m om ento do pôr do sol. Eles esperaram durante m eia hora sem dizer um a única palavra. Por fim Hannah se levantou.