O Último Homem Bom

A. J. Kazinski · Capítulo 121 de 137

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O Último Homem Bom

Capítulo 7

UTI, Hospital Nacional – Copenhague

Um a enferm eira entrou no quarto.

– Isto é para você, Niels. – Ela estava com um livro na m ão. – Do derm atologista. Com o é que ele se cham a?

– Jørgen Wass.

Ela sorriu.

– Você é bom nos nom es.

– Eu sou policial.

Ela lhe entregou o livro.

– O dr. Wass encontrou isso para você. Ele até m arcou o lugar. Disse que depois do Natal vai passar aqui para exam iná-lo novam ente.

Niels olhou para o livro. A capa de couro preto não tinha nenhum a inform ação.

– Acho que ele fala de doenças da pele.

Um a pequena tira de papel am arelo se proj etava fora do livro.

A enferm eira disse m ais algum a coisa m as Niels j á não a ouvia. Estava olhando para um a foto antiga em branco e preto que m ostrava as costas de um a pessoa.

– O que é isso? – Ela não conseguia esconder sua curiosidade. – Um a tatuagem ?

Niels não respondeu. Tinha dificuldade para respirar. As costas da pessoa estavam praticam ente idênticas às de Niels. Trinta e seis. O núm ero trinta e seis em m uitas variações, desenhado com um a virtuosidade que fez seu estôm ago revirar.

– Algum a coisa errada?

Ele continuou olhando a foto.

– Niels?

– Quem é o hom em dessa foto? – Niels se recom pôs o suficiente para ler a legenda. – Um paciente. Hospital Nacional. Mil novecentos e quarenta e três. Síndrome de Worning.

– Ele é dinam arquês? – perguntou a enferm eira.

Niels folheou o livro grosso. Worning. Seria o nom e de alguém ? Havia ali outra inform ação qualquer? Ele precisou desistir.

– Só dizem isso. – Ele olhou para a enferm eira. – De onde veio o livro?

– Do derm atologista. Não sei onde ele conseguiu o livro.

– Eu preciso saber isso. Preciso saber quem é esse paciente. Preciso saber tudo. Ligue para o derm atologista e pergunte para ele.

– Mas é véspera de Natal.

– Agora!

– Só um m inuto. – Ela tirou o livro das m ãos de Niels. Ele quase protestou, m as se conteve.

Ela saiu do quarto. Antes de fechar a porta, desligou m ecanicam ente a luz. No escuro, Niels pensou em Hannah.

Luz.

A enferm eira estava de pé na porta.

– Eu apaguei a luz? Perdão. – Ela se aproxim ou.

Niels tentou acalm ar a respiração.

– Você está com dor? Quer água?

– Você falou com ele? – Niels olhou para o livro nas m ãos dela.

– Falei. Ele disse para você não se preocupar. Que ninguém m orre disso. – Ela sorriu. Niels achou que na verdade ela não tinha falado com o m édico. – Ele vem ver você depois do Natal. – Ela lhe devolveu o livro. – Quer ler m ais?

De novo Niels estudou a foto, esperando ver m ais algum a coisa. Um corpo m agro. Braços estendidos lateralm ente. O hom em estava de pé quando tiraram a foto. Branco e preto. Síndrome de Worning. Talvez Worning fosse o nom e do paciente.

Niels sentiu com o estava cansado.

– No hospital há algum tipo de arquivo?

– Sim , há. Arquivos m uito grandes.

– Você j á viu esses arquivos?

– Duas vezes em quinze anos. Mas nós não vam os lá em baixo agora. Agora nós vam os dorm ir. E desfrutar o Natal. Ok, Niels?

Ela pegou o livro e o pôs longe de Niels.

– O hom em da foto era paciente da derm atologia neste hospital – disse Niels. Um paciente do Hospital Nacional. É o que está aqui.

– Nós nem sabem os o nom e dele.

– Worning. Síndrome de Worning.

– Worning tam bém pode ser o m édico que descobriu a doença.

Ela puxou as cobertas até os om bros dele. Com o um a m ãe solícita.