O Último Homem Bom

A. J. Kazinski · Capítulo 95 de 137

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O Último Homem Bom

15h40

Niels notou um pequeno televisor no quarto. As palavras “Ao vivo” estavam no alto da tela; um helicóptero seguia um a am bulância que corria pela cidade com sirenes gem endo.

– Ligue o som – disse ele. O m édico estava prestes a protestar quando Niels o interrom peu. – Ligue o som !

Ninguém reagiu. Niels foi até o aparelho de TV e apertou um botão do controle rem oto. Um negociador de questões climáticas representante das ONGs sofreu um problema grave de saúde durante a rodada de encerramento das negociações. Fontes próximas do negociador dizem que seu colapso pode ser uma consequência das duas semanas de pressão desumana para chegar a um acordo... Neste momento ele está chegando ao Hospital Nacional.

– Ah, m eu Deus – disse Hannah.

O helicóptero do noticiário da TV2 captou um a linda tom ada do crepúsculo na cidade. Os últim os raios de sol.

– Que horas são?

– É agora, Niels. Ou...

– Onde a am bulância vai chegar?

– Eu exij o que vocês m e digam que história é essa – protestou o m édico.

– Onde?

Quem respondeu foi Maria.

– No pronto-socorro. Pegue o elevador para o prim eiro andar.

15h40

Niels estava m ancando. Hannah tentou andar do lado dele, m as ele chegou ao elevador antes dela. Apertou o botão várias vezes, m as isso não fez o elevador chegar m ais rápido. Hannah o alcançou.

Nenhum deles disse um a única palavra no elevador. Ela quase não ousou olhar para ele. Mas registrou o m odo com o as pessoas reagiam a ele ao saírem no prim eiro andar. Surpresa, choque. Niels estava m ancando, com a arm a na m ão, e não fazia o m enor esforço para esconder o sangue que lhe escorria do nariz.

– Polícia! Onde fica o pronto-socorro? – indagou ele.

Todos apontaram para a m esm a direção. Niels se arrem eteu pelo corredor com Hannah bem atrás dele. Eles chegaram ao pronto-socorro j unto com a am bulância. Um a equipe de m édicos estava à espera. As duas m otocicletas da polícia que tinham feito um a escolta pela cidade se retiraram a fim de abrir espaço para a equipe do hospital. Um a j anela de vidro im pedia que Niels avançasse m ais.

– Com o é que nós entram os lá?

– Niels! – Hannah tentou agarrar seu braço. Ele se soltou. O paciente na m aca foi retirado da am bulância, e os m édicos cerraram fileiras em torno dele.

– Não!

Eles não ouviam Niels gritar. O vidro o separava dos outros. Ele esm urrou a j anela.

– Onde fica a porta?

– Niels. – Hannah estava puxando o seu braço.

– Aqui! – alguém gritou.

Niels se dispôs a correr, m as Hannah o deteve.

– Niels! Olhe o relógio. Já passaram m uitos m inutos da hora. O sol j á se pôs.

Niels olhou para o negociador de questões clim áticas que estava na m aca. O hom em se sentou e sorriu para os m édicos; j á se sentia m elhor. Niels conhecia bem o fenôm eno. Logo que chegava a am bulância as pessoas m uitas vezes com eçavam a se sentir m elhor. Infelizm ente Som m ersted estava de pé ao lado do hom em . Seus olhos de águia aterrissaram em Niels. Claro.