O Último Homem Bom

A. J. Kazinski · Capítulo 90 de 137

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O Último Homem Bom

Capítulo 77

Hospital Nacional – Copenhague

15h26

Hannah não estava correndo, em bora fosse isso que Niels queria que ela fizesse. Ela ainda tinha aquela im pressão – a sensação de m orte im inente.

– Perdão – disse ela a um servente que passava. – Onde fica a ala de cirurgia?

– A senhora precisa descer um andar. Fica bem na outra extrem idade – respondeu o hom em segurando para ela a porta do elevador.

– Obrigada.

Ela ficou no elevador ao lado do servente. Tentou sorrir, em consideração ao paciente na cam a, m as não chegou a fazê-lo. Na verdade não havia razão para sorrir. Hannah sabia que o sistem a estava certo – que a probabilidade de seus cálculos estarem errados era um a em m uitos m ilhões. Ela fora capaz de localizar trinta e quatro coordenadas com grande precisão. Isso não podia ser coincidência.

– Desça aqui – disse o servente – e siga na outra direção.

– Obrigada.

Hannah com eçou a correr, m as a aceleração foi apenas um m aterial estim ulante para a sua calculadora interna. Trinta e quatro assassinatos. Localizados com precisão divina. Faltavam ainda dois. Hannah tinha certeza disso. Ela tam bém estava convencida de que não havia nada que eles pudessem fazer. Era com o se estivessem à m ercê do sistem a. Parecia que eles estavam lutando para im pedir que dois m ais dois fossem iguais a quatro. Ou lutando para im pedir que o carro acabasse dentro do cam po, naquele dia com Gustav – contrariam ente a todas as leis da natureza.

15h28

Niels virou num ângulo, guiado pelo som da Terceira Sinfonia de Mahler. A ala de cirurgia estava deserta, m as tinha um a aura de lim peza fria. Enquanto ele corria, im agens de pessoas dos dois últim os dias rodopiavam em sua m ente: Am undsen, da Anistia Internacional. As vidas que ele salvara e a que ele estava destruindo: a de sua m ulher. Niels pensou na sua expressão inocente e nos vivos olhos azul-claros quando ela o cum prim entou na entrada. Ela não tinha a m enor desconfiança. Am ava o m arido e acreditava piam ente nele. E o pastor Rosenberg. Seria correto sacrificar um a pessoa para salvar doze? Rosenberg sabia a resposta. Ele havia tom ado a decisão errada. Mas Niels ainda gostava daquele hom em . Thorvaldsen era o único com quem ele não se im portava. Era um pouco enfatuado dem ais quanto à sua própria bondade. E era m uito obviam ente um tirano com os seus colaboradores.

 

As portas das salas de cirurgia estavam fechadas. No passado as igrej as davam um a im pressão de estar em contato com o além ; hoj e as salas cirúrgicas eram os espaços sagrados. Assim , Niels não se surpreendeu por ouvir um a m úsica tão bela. Sala Cirúrgica 5. Sobre a porta estava acesa um a luz verm elha. Não entre.