O Último Homem Bom

A. J. Kazinski · Capítulo 119 de 137

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O Último Homem Bom

Capítulo 5

UTI, Hospital Nacional – Copenhague

– Niels.

Niels acordou com um solavanco e olhou aturdido à sua volta. Ele ainda não tinha visto aquela enferm eira.

– Com o é que você está? – perguntou ela.

– Quem é você? Que dia é hoj e?

– Meu nom e é Randi. Eu trabalho na ala de cardiologia, onde a sua nam orada é paciente. Hannah.

– Com o é que ela está?

– Ela vai ficar bem . Tem perguntado por você. Você gostaria de falar com ela pelo telefone?

– Que dia é hoj e?

Randi arriscou um sorriso am ável.

– Vocês dois estão sem pre fazendo essa pergunta. Tem algum a coisa que vocês precisam fazer num dia determ inado?

Niels tentou se sentar m as sentiu tanta dor no quadril e no om bro que desistiu.

– Fique aí e eu vou trazer um telefone. Volto em dois segundos. – Ela saiu do quarto.

Niels tentou novam ente se sentar. Precisava ter controle sobre seu corpo, descobrir com o m exer pernas e braços o suficiente para poder fugir. Ir para longe do hospital. Ele pensou nos participantes da Paraolim píada. Alguns não tinham braços ou pernas e no entanto eram capazes de realizar coisas form idáveis. Certam ente ele poderia arrastar sua carcaça até a rua e então pegar um táxi.

Randi voltou com um telefone.

– Tudo bem . Cá estou eu. – Ela digitou o núm ero.

– É a Randi. Eu estou aqui com o am igo da Hannah. Ela está acordada? Não está no quarto? E foi levada por quem ? – Ela ouviu com ar preocupado. – Tudo bem . – Ela desligou o aparelho e olhou para Niels. – Alguém levou a sua nam orada em bora do quarto.

– Eu não estou entendendo.

– Nem eu. A m enos que ela tenha piorado.

– O que é que você quer dizer com “piorado”?

Randi saiu do quarto depois de prom eter voltar logo. Vinda lá de fora, Niels ouviu um a voz que lhe pareceu m uito conhecida. Autoconfiante, brusca, capaz de ser encantadora quando seu dono assim resolvesse. Niels fechou os olhos e fingiu estar dorm indo. O que não lhe foi nada difícil. Então ouviu passos se aproxim ando. Loção após barba Hugo Boss. Um leve vestígio de perfum e fem inino no paletó.

– Bentzon? – sussurrou Som m ersted. – Bentzon? Você está m e ouvindo? Não. Você não está parecendo m uito bem .

Som m ersted não falou durante m uitos m inutos. Apenas ficou ali sentado. Niels fingiu estar bem longe.

– Bom . Am anhã eu volto, Niels. Espero que você fique bem . Eu... – Som m ersted parou repentinam ente. Depois se inclinou e m urm urou: – Você estava certo, droga. Sobre Veneza. Não sei com o é que você ficou sabendo. Mas você tinha razão.

Som m ersted se levantou. Resm ungou algum a coisa sobre o que Niels havia lhe dito, que o Hospital Nacional seria o próxim o local de assassinato. Depois, silêncio total. Niels se convenceu de que seu chefe havia ido em bora. Do contrário ele teria adorm ecido.