O Último Homem Bom

A. J. Kazinski · Capítulo 96 de 137

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O Último Homem Bom

Capítulo 80

Estação ferroviária Santa Lucia – Veneza

A polícia m ilitar estava im pedindo a entrada. Os visitantes oficiais passavam lentam ente pelas fileiras de altos funcionários e oficiais de polícia.

– Com issário! – Tom m aso tentou gritar m as suas palavras foram abafadas. – O cardeal está correndo perigo!

Ele viu Flavio e o cham ou. Finalm ente alguém o ouviu. Mas Flavio não reagiu. Ficou em posição de sentido enquanto o m inistro da Justiça cum prim entava o chefe da polícia, enxugava o suor na testa e apresentava seus acom panhantes. Mais cum prim entos nervosos, beij os na face e um a troca de frases bem ensaiadas. O cardeal ficou no m eio do grupo. Tom m aso olhou em torno. Não viu ninguém suspeito, com exceção de um hom em escondido atrás de óculos escuros. Não havia sol na estação ferroviária, então, por que ele estava com óculos de sol?

– Flavio!

Finalm ente Flavio respondeu. Ele se afastou das fileiras de oficiais da polícia e foi encontrar Tom m aso.

– O que é que você está fazendo aqui? – indagou ele.

– A vida de alguém está correndo perigo – disse Tom m aso.

– Do que é que você está falando?

– Você precisa acreditar em m im ...

Flavio o interrom peu.

– Você está com um aspecto péssim o. Deve estar doente. Não devia ter vindo aqui. Devia estar com a sua m ãe.

Tom m aso o em purrou. O hom em de óculos escuros tinha desaparecido na m ultidão. Não; ele estava ali, de pé a pouca distância do cardeal. Com a m ão num a sacola.

– Aquele hom em lá, Flavio! – gritou Tom m aso apontando.

O com issário viu Tom m aso. Flavio pegou o seu braço.

– Você precisa ir em bora. Preste atenção: você está se arruinando.

O cortej o de dignitários com eçou a se afastar da estação ferroviária. O hom em de óculos escuros o acom panhou.