O Último Homem Bom
Capítulo 52
Instituto Niels Bohr – Copenhague
“Um a noite de Niels Bohr.” Todas as pessoas que trabalhavam no instituto conheciam essa expressão. Noites interm ináveis em que o único som era o leve zum bido de um a das m uitas m áquinas utilizadas para a realização de experiências no porão ou o farfalhar de papel quando chegavam os resultados da pesquisa. Era com o se as ideias nunca deixassem o prédio, e os cientistas precisassem estar presentes para trabalhar com elas. Quando foi saquear a cozinha, à procura de com ida, Hannah percebeu quanto havia sentido falta daquele lugar. Salsicha e salam e barato – talvez um pouco rançoso. Isso era rotineiro. Os físicos não chegavam a ser propriam ente gourm ets. As coisas eram assim . Papel e lápis sem pre havia nas m esas da lanchonete – isso era norm a da casa. Para a eventualidade de alguém ter subitam ente um a boa ideia enquanto estava alm oçando.
Hannah não tinha ouvido a cam painha do telefone. Um a m ensagem . Ela ouviu o seu correio de voz. Era Niels. “Hannah, acabei de falar com a Kathrine. Você tinha razão quanto a Khay elitsha. Eu não sei com o você soube. Mas você tinha razão quanto ao lugar e à data. Joris Mathij sen. Um advogado de defesa m uito conhecido. Tudo se encaixa. Eu estou realm ente cansado. Foi um a tarde tum ultuada. Vam os conversar am anhã. Você é um a m ulher esperta.”
Era só isso. Hannah sorriu. Claro que ela estava certa. E sim , ela era um a m ulher esperta.