O Último Homem Bom
Capítulo 74
Cannaregio, o G hetto – Veneza
A irm ã Magdalena tinha entrado na Ordem do Sagrado Coração porque acreditava em Deus. Por essa m esm a razão um pouco de água nas ruas não iria segurá-la. O signor Tom m aso precisava receber o recado. Magdalena tinha prom etido a um a agonizante, um a m ulher que havia recebido a últim a m ensagem do além , e era im portante entregar m ensagens com o aquela. Magdalena sabia disso m elhor que qualquer outra pessoa. Se ela não tivesse prestado atenção, não estaria viva hoj e. Teria m orrido na Estação Shaw em Manilha, j unto com as outras dezenove pessoas. Mas ela tinha sido salva por Deus. Na sua bolsa ela guardara durante todo esse tem po o recibo da oficina de bicicletas. Aquilo era para ela um a prova. Um a prova tangível da existência de Deus. Era sobretudo um lem brete para si m esm a, caso algum dia acontecesse de ela duvidar da sua m em ória.
Ela bateu. A porta estava aberta e a entrada fora inundada.
– Signor Di Barbara? Tom m aso? Tenho um recado da sua m ãe.
Silêncio total. Magdalena entrou e cham ou novam ente. Era contra a sua natureza invadir a casa dos outros, m as naquele caso era preciso. Aquilo era im portante.
Ela subiu para o andar de cim a, cham ando o nom e dele, m as ninguém respondeu. Na sala ela viu a exposição que Tom m aso fizera das fotos das vítim as. O caso dos assassinatos em todo o m undo cobria a parede do teto ao chão. A princípio ela não entendeu aquilo. Depois percebeu que eram fotos de pessoas m ortas. Sua boca ficou seca e ela sentiu o próprio sangue. Irm ã Magdalena não entendeu, m as sentiu que tinha chegado tarde dem ais.