O Último Homem Bom

A. J. Kazinski · Capítulo 72 de 137

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O Último Homem Bom

Capítulo 62

Hospital Nacional – Copenhague

Um a ligação direta e im ediata entre a teoria e a com provação era algo totalm ente inédito para Hannah. Ela estava acostum ada a passar anos discutindo teorias com seus colegas. Quando os físicos finalm ente apareciam com um a teoria m ais ou m enos satisfatória, eles podiam com eçar a procurar a prova. E não era absolutam ente certo que a prova surgisse enquanto eles estivessem vivos. O físico inglês Peter Higgs podia se considerar um hom em de m uita sorte. Em 1964 ele propôs sua teoria sobre a partícula e agora ela estava sendo investigada, com o uso de todos os m eios disponíveis, num túnel subterrâneo de vinte e sete quilôm etros especialm ente construído para isso na Suíça. Higgs está com oitenta anos. Quarenta anos atrás ele elaborou um a teoria sobre a existência dessa partícula, e se a correção dessa teoria for constatada ele será um dos poucos físicos a experim entar um a convergência direta entre teoria e com provação. Junto com Hannah Lund.

Ela olhou para as pessoas que estavam no corredor do Hospital Nacional. Hom ens e m ulheres envergando j alecos brancos. Na noite anterior ela havia descoberto a lógica no padrão dos assassinatos. Com precisão geográfica, calculara essas coordenadas sem ter a m enor ideia de que elas apontavam para o m aior hospital da Dinam arca.

Niels voltou do seu percurso pelo corredor.

– Claro, claro – m urm urou ele.

Hannah não sabia o que dizer. Estava inquieta. Pegou o GPS. Talvez sua consulta estivesse equivocada. Ela ligou o aparelho.

– A bateria está funcionando de novo?

– Não sei. Talvez.

O localizador de posição com eçou sua busca. Pegou instantaneam ente o sinal do satélite que fazia a sua eterna órbita em torno da Terra.

– O que é que você acha? – indagou Niels im paciente.

– É o que ele diz. O lugar é este. – Ela o olhou resignada.

Niels balançou a cabeça.

– Médicos. Parteiras.

Hannah tom ou a dianteira:

– Pesquisadores de câncer, técnicos de laboratório, cirurgiões. Quase todo m undo que trabalha no hospital está envolvido com o salvam ento de vidas. Todos eles seriam classificados com o pessoas boas.

– Não dá para encontrar um a localização m ais precisa? – perguntou Niels.

– Nós não vam os chegar m ais perto. Não há tem po.

Niels m urm urou alguns xingam entos e então voltou a peram bular pelo corredor. Passou pela sua cabeça um pensam ento: se não fosse por essa m aldita fobia de viagens, agora ele estaria sentado à beira de um a piscina. Poderia ficar lá, sem dar a m enor bola para tudo isso, bebendo e j ogando conversa fora. Em vez disso lá estava ele, olhando para a lanchonete frequentada pelos em pregados do hospital. Centenas de pessoas usando j alecos brancos. Branco era o sím bolo da bondade. Os soldados em quem Hitler m ais confiava usavam preto. Os m édicos sem pre usavam branco.