O Último Homem Bom

A. J. Kazinski · Capítulo 89 de 137

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O Último Homem Bom

Capítulo 76

Santa Croce – Veneza

Oficialm ente, Veneza era um a loj a aberta vinte e quatro horas, o ano inteiro. Princesas, xeques, políticos e celebridades da Itália e estrangeiras estavam sem pre desem barcando ali. A polícia usava praticam ente todos os seus recursos para recebê-los e escoltá-los do hotel até a Piazza di San Marco e de volta ao hotel. Tom m aso nem se lem brava de onde era a últim a princesa. Ele a havia acom panhado de barco pelo Grand Canal enquanto os turistas ficavam acenando da Ponte Rialto. Nesses m om entos Veneza não era nada m ais que um a Disney lândia com m ais bom gosto e um a com ida saborosa. Felizm ente ele devia j ogar futebol à noite, se estivesse se sentindo m elhor. O estádio ficava longe, ao lado do Arsenale, perto da nova construção e do estaleiro. Ali não havia Disney lândia. Apenas um cam po sem pre lam acento, um fedor de podre da laguna, luz forte dos refletores e um paredão de m oradias baratas por toda parte.

Tom m aso sabia que precisava estar na cam a. Em vez disso ele havia ido para a estação ferroviária, dessa vez usando galochas. Que acolhida a laguna havia preparado para o m inistro da Justiça. Ele não podia ser a próxim a vítim a – Tom m aso tinha certeza disso. O m inistro da Justiça, Angelino Alfano, não era nada m ais que um lacaio de Berlusconi. Ex-secretário do prim eiro-m inistro corrupto, Alfano tinha sido nom eado m inistro da Justiça apenas para criar um a rede de leis bizantinas que m anteriam Berlusconi fora da cadeia.

Tom m aso percorreu a Ponte delle Guglie na direção da estação ferroviária. Os donos de loj as j á haviam encerrado o expediente fazia m uito tem po, e as ruas estavam desertas. Os turistas estavam recolhidos com pés m olhados no quarto do hotel, estudando suas apólices de seguro de viagem para saber se inundação era um a razão suficiente para exigir o dinheiro de volta.

Finalm ente ele viu a estação. Santa Lucia. A grande escadaria, asas de águia e linhas horizontais, rem anescentes do fascism o que o pai de Tom m aso havia apoiado. Um passado que estava sem pre a um fio de penetrar no presente. Os carabinieri, a polícia m ilitar, estavam na escadaria. Um dos policiais deteve Tom m aso.

– Eu sou da polícia – disse ele ao hom em .

– Identificação policial?

Em vão Tom m aso rem exeu nos bolsos. Ele entregara a sua identificação policial.

– Não estou encontrando.

– Então precisa esperar – disse o policial. – Eles não vão ficar m ais de dez m inutos aqui.

A droga da polícia m ilitar! A polícia regular não suportava os carabinieri, com seu uniform e elegante e as botas reluzentes. Tom m aso contornou por trás. A rua depois da igrej a levava ao escritório de cargas e ali não havia nenhum guarda. Ele parou e então ouviu o trem entrar na estação com um rugido que anunciava a sua chegada. Já não restava m uito tem po. Dentro de um m om ento alguém seria assassinado na estação de trem . A m enos que ele pudesse im pedir isso.