O Último Homem Bom
15h37 – 4 minutos antes do crepúsculo
– Não, Hannah.
Ela estava segurando na m ão a arm a dele.
15h37 – 4 minutos antes do crepúsculo
A perua escura desceu a ram pa rugindo, rápida dem ais. Houve um m om ento em que pareceu prestes a derrapar. O freio travou e só por m uita sorte ela não se chocou contra um dos pilares de cim ento.
Leon e os outros policiais cercaram o veículo, todos com as arm as erguidas.
Albrectsen ficou a postos atrás da perua enquanto Leon se aproxim ou da porta lateral.
– Polícia de Copenhague! Abra a porta! Devagar. Muito devagar.
Então eles ouviram . Um a voz. A princípio queixosa. Depois houve um grito. Terrível e alto, fazendo-os sentir calafrios nas costas.
Um hom em saiu da perua. Não teria m ais de vinte anos. Seu cabelo era todo arrepiado e ele parecia apavorado.
– Deite no chão! – gritou Leon.
– Eu...
– Cale a boca e deite no chão, se não quiser que eu atire em você!
Naquele m om ento Albrectsen abriu a porta traseira da perua. Lá dentro viu um a m ulher deitada num colchão. Ela estava gritando.
– Que diabo está acontecendo, Albrectsen? – gritou Leon enquanto algem ava o j ovem .
– Chefe? – disse Albrectsen com o que parecia um m eio sorriso.
– O quê?
– É a m inha nam orada. Ela... – o j ovem com eçou a explicar.
Leon se levantou. Foi até a traseira da perua e olhou lá dentro. A m ulher estava deitada com as pernas bem abertas. Leon teve certeza de que viu um a cabecinha despontando.
Durante dois segundos os policiais ficaram estáticos. Depois a m ulher gritou para eles:
– Vocês vão ficar aí parados m e olhando?