O Último Homem Bom

A. J. Kazinski · Capítulo 5 de 137

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O Último Homem Bom

Capítulo 3

Polizia di Stato – Veneza, Itália

Tom m aso di Barbara havia esperado pela ligação durante todo o dia. Não fizera praticam ente nada, além de se sentar e olhar para o telefone enquanto lidava com os prim eiros sintom as da gripe. E agora haviam ligado – num m om ento m uito inconveniente. Tom m aso deu um a olhada no telefone enquanto seu chefe o estudava com um a expressão acusadora.

– E você não sabe nada sobre o caso? – perguntou o com issário Morante. – Um pacote solicitado por esta delegacia, m andado da China por m ala diplom ática?

Tom m aso não respondeu. Perguntou-se por que Morante estava na delegacia de polícia naquele dia. Norm alm ente ele só aparecia quando havia visitas im portantes. Tom m aso tinha um a im pressão desagradável de que seus dias na delegacia estavam contados.

O com issário insistiu:

– Você tem certeza? Alguém usou canais oficiais para fazer com que as autoridades chinesas m andassem o pacote com a fita cassete. Via Interpol. Sem o m eu conhecim ento. – O hálito do com issário era de Chianti e alho.

– Meu turno vai com eçar agora – respondeu Tom m aso fugindo da pergunta.

Ele se levantou e correu para fora, na chuva.

 

O em barcadouro que levava da delegacia até os barcos da polícia era a prim eira parte de Veneza vista pelos seus hóspedes proem inentes. Depois de serem transportados pelo continente eles eram recebidos pelo com issário Morante, então percorriam escoltados a sede antiga da polícia, que outrora fora um m onastério, e saíam para o Grand Canal pelo em barcadouro da polícia. Esta noite não haveria convidados. Apenas chuva. Tom m aso pulou para o barco e deu um a batidinha no celular para receber a últim a ligação perdida.

– Alô?

– É o Tom m aso novam ente. Você ainda está aí?

– Estou! – Giuseppe Locatelli parecia aflito.

Tom m aso xingou. Maldita chuva! É im possível ouvir qualquer coisa. Apertou com o dedo o outro ouvido e se esforçou para ouvir.

– Eu ainda estou no necrotério.

– Você virou o corpo?

– Virei, sim . É...

– Fale m ais alto – gritou Tom m aso. – Eu não consigo ouvir.

– Ele tem um a m arca. Um a coisa m uito louca. Com o um ...

Tom m aso interrom peu o seu silêncio.

– Com o um a tatuagem ?

– É.

Flavio e o novo funcionário de Puglia vieram correndo pela chuva. Eles fariam o turno j unto com Tom m aso.

– Você pode fazer algum as fotos com o seu celular? – indagou Tom m aso.