O Último Homem Bom
Estocolmo – Atraso
Bom , um a delas aceitou o seu convite. Caroline. Era de Chicago. Queria ser diretora de cinem a quando voltasse para os Estados Unidos. Eles foram ver um film e j untos. Mas quando ela descobriu que ele não era do Líbano, o seu interesse desapareceu. Caroline só estava procurando um pouco de cor local. Alguém que pudesse levá-la para dentro da tenda dos beduínos; alguém que pudesse lhe m ostrar o Líbano real antes da sua volta para casa.
Estocolmo – Atraso
Depois do dia em que Caroline fingiu não reconhecê-lo no campus ele tinha j urado nunca m ais voltar a tentar se envolver com um a m oça am ericana. Ele estava m orando com o irm ão num quarto alugado no prédio atrás do Hotel Com m odore. O arranha-céu tinha um a piscina, sem pre vazia, na cobertura. Eles com partilhavam o pátio com um a clínica particular e toda tarde os restos hum anos das cirurgias plásticas eram levados em bora em grandes sacos. As m ulheres sauditas aspiravam a gordura e acertavam o nariz de acordo com o padrão ocidental, para ficarem com o Caroline e suas am igas. Mas elas nunca seriam com o as m oças ocidentais. E os árabes não seriam verdadeiram ente livres enquanto não percebessem isso. Ficar fechado num sonho do qual nunca participam os é um a prisão. Assim , era bom que alguém tivesse com eçado a refazer o m apa do m undo.
– Cartão de em barque, por favor.
Abdul entregou para a aerom oça sueca o cartão de em barque. Ela sorriu para ele. Fazia m uito tem po que não sorriam para ele.
– O aeroporto de Estocolm o ainda está fechado por causa da neve, senhor – acrescentou ela, e lhe pareceu que ela tinha pronunciado “senhor” com respeito. Não com o os seguranças, que usavam “senhor” com o um a pretensa atenuação dos tratam entos degradantes. Abra a sacola, senhor. Tire os sapatos, senhor.
– Vam os em barcar assim que o aeroporto reabrir.
A aerom oça ainda sorria para ele, e ele sentiu dentro de si um a leve fagulha.
Não, não im porta, pensou Abdul Hadi. É m uito pouco, tarde dem ais.