O Último Homem Bom
Capítulo 78
Estação ferroviária Santa Lucia – Veneza
As prim eiras pessoas que Tom m aso viu foram os fiéis. Hom ens e m ulheres com roupas de religiosos, brancas ou pretas. Padres e freiras dos claustros de Veneza.
– Quem é que está chegando? – indagou Tom m aso a um a das freiras. Sua voz soou rouca.
A estação ferroviária estava interditada para os viaj antes com uns e todo o tráfego havia sido interrom pido para perm itir que o cortej o fosse escoltado na saída do trem e depois para o Grand Canal.
– Perdão, m as quem a senhora está esperando? – perguntou ele novam ente.
A freira olhou zangada para Tom m aso. Ele se deu conta de que estava agarrando o braço dela.
– O senhor pode m e soltar, por favor?
– Perdão.
Ele soltou o braço dela. A freira que estava ao lado dela se apiedou dele.
– É o nosso cardeal. – Ela m encionou um nom e, que foi abafado pelo barulho do am biente. Naquele m om ento o trem ribom bante entrou na estação. Tom m aso se recostou na parede. A próxim a vítim a podia estar naquele trem . Ela tinha de estar naquele trem . Se ele conseguisse encontrar o chefe da polícia. Advertir alguém . Qualquer pessoa. As portas se abriram . O m inistro da Justiça, com sua cabeça calva, foi o prim eiro a aparecer. Ele deu um aceno exagerado para os que estavam esperando na plataform a. Atrás dele Tom m aso viu o cardeal. Ele reconheceu o hom em , que j á havia visto na televisão. Não tinha sido ele que em itira a opinião de que a Igrej a Católica devia recom endar o uso do controle da natalidade na África com o um a m edida que salvaria pelo m enos dez m ilhões de vidas anualm ente?
Alguém estava batendo palm as. Ou seria a chuva no teto? O chefe da polícia apareceu.