O Último Homem Bom

A. J. Kazinski · Capítulo 129 de 137

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O Último Homem Bom

Capítulo 15

4h04 – 11 horas e 37 minutos até o crepúsculo

Hannah precisou fazer um esforço para abrir os olhos. Seu corpo estava pesado e o quarto girava num lento m ovim ento elíptico, com o um a atração de parque de diversões ordinário. Ela não podia garantir, m as tinha a im pressão de que os m édicos haviam aum entado os sedativos. Isso a estava deixando lerda. Ela lutava para acordar com pletam ente, dizendo para si m esm a que era sexta-feira. Tentava ver o sol, m as as cortinas estavam fechadas. Ainda era noite? Ela precisava se levantar. Quando o sol se pusesse hoj e... Ela fechou os olhos durante alguns segundos. Só por um m om ento.

– Hannah?

Um a voz desconhecida.

– Você está acordada?

– O quê?

– Você só precisa tom ar isto. – Um a enferm eira (Hannah não tinha certeza se a havia visto antes) lhe pôs um a pílula na boca, ergueu um pouco a sua cabeça e a aj udou a beber um pouco de água.

– Por favor. Não. Pare de m e dar sedativos.

– É só um rem édio para aj udar você a dorm ir.

– Você não entende.

Hannah conseguiu cuspir a pílula, que, m eio dissolvida em saliva, aterrissou no braço da enferm eira.

– Vej a o que você fez.

– Eu preciso ver o Niels.

– Seu m arido?

– Não, m eu... – Ela desistiu de tentar explicar. – Eu preciso ver o Niels.

A enferm eira se dirigiu para a porta.

– Espere – disse Hannah.

– O quê?

– Que horas são?

– Ainda é noite, Hannah.

A enferm eira saiu do quarto. Não havia m uito tem po.

– Você precisa pensar em algum a coisa – disse Hannah para si m esm a. – Controlar o seu corpo. – Ela puxou o lençol para um lado, a fim de poder exam inar seus ferim entos. As pernas estavam passáveis. O m aior problem a era a parte superior do corpo. O om bro e o peito.

– Qual é o problem a aqui? – O m édico entrou no quarto falando alto e com um ar aborrecido. A enferm eira estava atrás dele, preparando um a seringa.

– Não há nenhum problem a.

– Você precisa descansar. Você teve um a insuficiência cardíaca.

– Não. Eu lhe im ploro. Por favor, não m e faça dorm ir outra vez.

– Eu posso entender que isso não é exatam ente agradável.

– Você não entende droga nenhum a! Você não vai espetar isso em m im . Eu preciso estar com a cabeça boa.

O m édico e a enferm eira trocaram olhares. A enferm eira saiu do quarto. O m édico deu um a palm adinha no braço de Hannah.

– Você precisa ficar calm a para o seu corpo poder se recuperar. Do contrário pode ter outra parada cardíaca. Eu soube que você saiu da cam a e correu por aí. Isso sim plesm ente não está certo.

Entraram duas enferm eiras.

– Por favor. Eu estou lhe im plorando. Por favor, não faça isso.

– Segurem ela – disse o m édico para as enferm eiras.

Cada um a delas segurou um braço de Hannah.

– Não! Vocês estão m e ouvindo? Vocês não podem fazer isso! Isso é um a agressão.

O m édico procurou um a veia e depois espetou a agulha no braço de Hannah.

– É para o seu bem .