O Último Homem Bom

A. J. Kazinski · Capítulo 55 de 137

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O Último Homem Bom

Capítulo 46

Instituto Niels Bohr – Copenhague

A dor física era um bom sinal para um pesquisador. Um sinal de que a pessoa tinha ficado sentada por um tem po dem asiadam ente longo na m esm a posição, não com era direito e não tom ara nenhum líquido. Os cientistas se esqueciam dessas coisas quando um a reviravolta era im inente. Alguns cientistas do sexo m asculino cham avam a situação de “dores do parto da descoberta”. Hannah ignorou que suas costas estavam doendo e seu estôm ago roncava quando ela digitou no cam po de busca:

http://en.wikipedia.org/wiki/file:Pangea_anim ation_03.gif.

Ela olhou fascinada a curta anim ação que m ostrava a deriva dos continentes. Eles pareciam estar navegando, com a Am érica do Norte, a Am érica do Sul e a Ásia, cada um a delas se m ovendo num a direção diferente. Mais um a vez ela olhou para as suas anotações. Era tão lindo. Tão sim ples, tão óbvio.

 

– Hannah? É você? – A secretária ergueu o olhar por sobre a tela do com putador, atônita pela visão de Hannah entrando na sua sala.

– Eu posso usar o seu telefone?

– Com o é que você está? Você não aparece aqui há séculos.

– Meu celular está lá em cim a, na m inha antiga sala. – Hannah parou para olhar direito a m ulher. – Solvej ?

– Com o é que você está, Hannah?

– Eu só preciso fazer um a ligação. É im portante.

Hannah pegou o aparelho enquanto olhava para o cartão de Niels. Solvej sorriu, balançando a cabeça.

– Oi, Niels, sou eu. Me ligue de volta quando puder. Eu descobri um a coisa realm ente form idável. Algo... Quer dizer... é m uito lindo. O sistem a. E eu sei onde os outros assassinatos foram com etidos. – Ela desligou o telefone e olhou para a secretária. – É sobre um a série de assassinatos que foram com etidos em todo o m undo. Estou em contato com um policial que está procurando... – Ela se calou.

– Procurando o quê? – perguntou Solvej .

– Tenho tentado ver se eu poderia im aginar um tipo de sistem a, e acho que consegui – prosseguiu Hannah.

– Eu não duvido.

– Você está bem , Solvej ? Seu m arido estava doente, pelo que eu m e lem bro.

– É verdade, ele estava com câncer. Mas agora está bem . Ainda precisa fazer controles de tem pos em tem pos, m as acho que ele venceu a parada. E você?

– Gustav m e deixou.

– Ah, é um a pena. Acho que j á deve fazer uns dez anos que eu o vi aqui pela últim a vez. Ele veio apanhar a Frodin. Eles iam para Genebra.

Hannah olhou para Solvej . Ela sem pre havia gostado da secretária, a m ãezona do instituto. Solvej se levantou e calm am ente chegou até Hannah para lhe dar um abraço.

– É bom ver você de novo, Hannah. Eu nunca entendi nada do que se passa nessa sua cabeça, m as sem pre gostei m uito de você. Não hesite em m e ligar se precisar de algum a coisa.

Hannah assentiu com a cabeça e saiu da sala.