O Último Homem Bom

A. J. Kazinski · Capítulo 81 de 137

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O Último Homem Bom

Capítulo 69

Departamento de Pessoal, Hospital Nacional – Copenhague 14h50

A experiência de Hannah lhe possibilitou reconhecer a m etodologia. As engrenagens cerebrais de Casper estavam bem lubrificadas e ele as tinha em profusão. Milhares de tipos de inform ação podiam passar pela sua cabeça sim ultaneam ente, para serem m anej adas, avaliadas, pesadas e categorizadas. Ao contrário de Thor, que se ocupava de um a coisa de cada vez.

– Encontrei m ais um a – exclam ou Casper. – E acho que ela está trabalhando.

– Acho?

– Vou ligar para a segurança e descobrir.

Hannah se sentou ao lado dele.

– Escute. As outras vítim as de assassinato...

– Eu sei. Precisam os encontrar m ais fatores com uns, ou isso vai levar horas. Dias. E não tem os tanto tem po – disse Casper.

– Exatam ente.

– O que nós sabem os, além da sua idade e do fato de que eles não têm filhos?

– Todos eles fizeram algo notável. Um estava na prisão por ter se m anifestado contra Putin. Outro foi preso porque libertou dois palestinos. Um a canadense usou m edicam entos não autorizados e por isso foi dem itida.

– Então vocês estão dizendo que todos eles acabaram no noticiário por algum a razão? – disse Casper.

– Isso m esm o. Todos eles fizeram algum a coisa que saiu na m ídia.

– Se você esteve no noticiário na Dinam arca, seu nom e deve estar no Google. Tudo é lançado na internet. Até o m enor artigo de um j ornal local. Se você trabalhou com o voluntário durante apenas um a hora em algum a organização beneficente, seu nom e estará num a lista. E essa lista estará num site. Até m esm o o trabalho de alguém num a associação que acha pessoas para dividir apartam entos é lançado.

– É isso que eu penso em explorar.

– Vam os fazer a busca para... – Ele olhou para Hannah.

Ela concluiu a sentença:

– Os candidatos que se enquadram .

– Certo. Em dois segundos o Google achará cada um deles. Então a gente passa os olhos por todos os candidatos e depois isola aqueles que são m ais prováveis.

Thor desligou o telefone.

– Ela ainda não registrou a saída.

– Rápido! Me dê um nom e, Thor! – disse Casper.

– Maria Deleuran.

Thor soletrou o últim o nom e, m as, antes m esm o que ele tivesse concluído, Casper j á a havia encontrado.

– É enferm eira – disse ele.

Eles estudaram a foto do seu perfil no Facebook: loira, linda. Ruguinhas que a tornavam ainda m ais atraente.

Ela lem bra a m ocinha com quem Gustav fugiu, pensou Hannah.

– Ok. Já tem os algum a coisa. – Casper se em pertigou. – Ela é voluntária da IBIS.

Casper clicou num link e chegou ao site do IBIS. Trabalho de aj uda hum anitária na África e na Am érica Latina. Fotos de Maria Deleuran.

– “Ruanda. HIV. Aids. Educação e prevenção” – ele leu em voz alta.

– Ela foi coordenadora de proj eto lá – disse Hannah.

– Duas vezes.

Casper passou para o banco de dados da polícia.

– Pura com o neve. Só conseguiu obter carteira de m otorista na terceira tentativa. Não há m ais nada sobre ela.